terça-feira, 30 de dezembro de 2025

~Matemantra~
(quando o Universo parou por um instante para a sua IDENTIDADE EU LER...)
*
*

e é o verbo do Tempo:
Exponencial do Mundo
Operador do Devir...
Um verbo elevado ao Delírio
Da negação circular que conjuga
O Infinito no presente contínuo

π é a vírgula curva
Que a língua do mundo usa
Para nunca terminar a frase...
É a persistência no Contorno
Do caminho que sempre retorna a si

i é o advérbio do Impossível:
Que não é o real, mas,
Mesmo assim, faz sentido...
É o que não existe, mas,
Autoriza a Permanência

1, o sujeito mínimo:
Unidade que insiste em Ser!
(Casa de quem habita essa equação)

0 é o ponto perfeito:
A origem e o destino final
(Que acolhe quem atravessa a Imensidão)

Quando o Impreciso encontra o Exato
O Mistério não morre, apenas se completa! 
(É a grande meta, um ato de aceitação)

***


Dia desses, numa reportagem, tomei conhecimento da Identidade de Euler. Algo praticamente inacessível intelectualmente pra mim, claro; mas, poeticamente, nada me passa batido – ainda mais quando eu li ser essa a equação “mais linda, elegante e admirada” da matemática.

Matemática sempre misturou números com letras. E as palavras ‘gramática’ e ‘matemática’ terminam da mesma forma. São almas gêmeas, indubitavelmente. E quando Exata e Humana procriam, nasce a Energética-Poética-Universal.

Tempos atrás, conheci a sequência de Fibonacci, uma espiral que descreve matematicamente a Natureza em sua biologia e arte; e achei nela uma fórmula para fazer poemas usando em cada verso a quantidade de letras correspondentes ao número sequencial. Criei tanta coisa só com essa “regra”, e jazia na dúvida se os chamava de Fiboemas ou Poemaccis (e só pensando “quem me dera se toda a minha dúvida matemática fosse essa”).

Agora, quando vi a fórmula e^(iπ) + 1 = 0, eu já sabia que não entenderia nada dela, mas quis encontrar a tal beleza tão admirada, então, fui procurar estudá-la... Dizem que a beleza dela reside no fato de ser a conexão entre as cinco constantes mais importantes da matemática (e, π, i, 0 e 1). É como se elas se encontrassem numa reunião de amigas íntimas que conversam sobre suas variáveis – algo que, fora dali, é um Segredo Universal. 

E como não há segredo que a Poesia não desvende... Eis a literal tradução!

Nenhum comentário:

Postar um comentário