Talvez você não entenda agora, ou talvez até entenda, e, por isso, sinta dor; mas não se desespere porque isso passa, e no fim vai ser bom! ... Bem, como pode ver, eu parti! Você bem que tentou me manter aí, sem amarras, só na base do convencimento de que a nossa liberdade podia ser eternamente pacífica além de pacificamente eterna; de que nossa felicidade era uma pura questão de opção. Você sabia que algemar-me ao pé da cama tiraria aquilo que de mais belo você via em mim, além de nosso maior objetivo: o voo livre. Você sabia que eu tinha de voar, mas temia que eu fosse para longe. E se eu voasse rumo ao desconhecido e me perdesse? E se, assim, eu me ferisse gravemente, eu chorasse, eu sofresse? Você precisava me proteger... Por isso você me vendou! Às cegas, eu voaria só ao sabor do vento, sem perspectivas de um mundo totalmente diferente de tudo isso aí. Você sabia que às cegas eu bateria num muro aqui, noutro ali, ganharia alguns arranhões, derramaria algumas lágrimas, mas nada além do que eu não pudesse suportar. E além do mais, você estaria sempre aí para me dar colo, curar as feridas e secar meu pranto... Mas o que a gente não sabia, Peter, é que a cada choque contra um obstáculo, a venda iria se afrouxar. E aos poucos, a luz iria entrar. E de algumas barreiras eu já ia conseguindo me desviar, esbarrando apenas nas menos ou quase nada visíveis... Aos poucos, eu ia trocando uma dor por outra. Os galos na cabeça já não doíam tanto ou mais que a luz forte nos olhos, despreparados e desprotegidos. Quando a venda caiu inteiramente, ao invés de ganhar a visão completa, ganhei a cegueira absoluta. De início, nem força e coragem para voar eu tinha. Não confiava nem mais no vento, meu amigo-guia, que de tantos obstáculos me livrou. Mas quando os olhos já podiam se abrir, e o mundo se fez claro, achei que tudo era simples assim. Se havia tanta luz é porque não havia barreiras ao redor. Eu podia voar segura, com força total, autonomia e autoridade. E foi o que fiz: voei, voei muito, sem nem perceber o quanto; até que a claridade plena se dissipou e me mostrou tantos caminhos diferentes, inúmeras direções que eu não sabia qual escolher, e precisei de alguém para me orientar. O vento podia seguir para qualquer lugar ali, mas só poderia me levar junto para um deles, e não poderia me resgatar se eu não gostasse de lá. Precisava de alguém que me dissesse para onde era seguro ir... Foi quando vi que estava só! Não havia mais você, nem nenhum dos nossos irmãos... Eu tive de escolher sozinha, e sabia que sofreria sozinha também o resultado dessa escolha. Foi então que decidi voltar, e descobri ser essa a única escolha que não me cabia, afinal, estaria voando contra o vento. E foi enquanto insistia nisso que entendi que não saía do lugar. Que a Terra do Nunca não me pertencia mais. Não teria forças para vencer a natureza. Eu sucumbiria ao cansaço. Eu morreria em vão... Entendi que só me restava viver no novo mundo, que, justamente por ser novo, tanto me amedrontava. Pedi ao vento então para trazer você pra cá onde agora estou, pois está tão difícil viver sem você. Está tão duro lidar com as dores da insegurança, do medo, da solidão. Mas o vento me ensinou que ele não pode trazer consigo quem ainda não está pronto para isso... Pronto como??? Para isso o quê??? Nunca me senti tão perdida, tão carente, e com tanta gana de morrer tentando voltar atrás... Até que novos irmãos foram surgindo, e novos ventos iam me ensinando novas formas de voar, e os caminhos já feitos me cederam atalhos para eu sentir que construía meu próprio caminho, onde eu saberia voar como ninguém. E foi voando que pedi ao vento para te entregar essa carta, para que soubesse que me machuquei, que doeu muito, sofri, chorei, e cheguei até a me arrepender. Mas porque não me permitiram voltar, construí hoje meu caminho, e fico feliz em saber que um dia você terá alguém para te guiar no seu longe, coisa que eu não tive. Não posso voar por você, nem dizer para onde irá, mas posso fazer de seu caminho algo menos penoso, menos perigoso; pois posso, sim, te dar carinho e coragem até te encher de vontade de vir brincar aqui! ... Não tenha mais medo, pode vir! A hora é essa! Quando o vento fizer a curva, pegue carona com ele! ... Mas se não quiser, tudo bem. Não posso mudar isso, não vou insistir. Só me restará então dizer a ti “Adeus, Peter... EU CRESCI!”.
postado por dudatriz às 22:35
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
LeCIRQUEDU "SONGEIL"
(O CIRCO DO "SOLNHO")
... E eles desafiam as leis da Física, pois ser humano não voa... E eles desafiam as leis da Biologia, pois ser humano não tem ossos pneumáticos; portanto, não são tão leves, muito menos em queda livre... Era um sonho antigo, que finalmente realizei: ver o CirqueduSoleil ao vivo; e sem nem precisar sair da minha terra natal. Em Novembro passado, quando garanti o ingresso, já comemorei, e fiquei na expectativa. Expectativa, essa, que ficou muito aquém diante do que me fora apresentado. Saí de lá incapaz de descrever o que vi, o que senti quando vi, e o que mudou em mim depois do que vi e senti... Corpos esculturais, exaltando o quão perfeitos são Criador e criação... Me apaixonei por todos! Me casaria com qualquer um ali, só para seguir nesse sonho. Não, nem precisaria aprender a dar piruetas; me contentaria em apenas ver todas as apresentações. É um espetáculo que ninguém se cansa de ver. É um espetáculo que ninguém pode morrer sem ver... Valeu cada centavo. Pagaria mil vezes mais... A companhia da minha amiga Déia Arcas coloriu ainda mais a magia. Estou hipnotizada até agora. E daqui pra frente, meu sonho será levar meus pais e minha irmã. VAREKAI, baseado no conto de Ícaro, conseguiu me levar para as nuvens, mas minhas asas não se queimaram, e nem vão se queimar jamais!!!
postado por dudatriz às 20:29
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
NIRVANAS ADICIONAIS *:*
* Obrigada, meu DEUS, por tudo... Por ter-me dado não somente a Vida, Mas por ter-me cercado nela Da melhor família que pode haver - Em toda esquina de cada avenida - A me livrar do mal, Com ou sem Carnaval!
Obrigada, meu DEUS, por tudo... Por ter-nos dado tantos talentos, Tantas alegrias, amor, saúde, gentileza E até "boniteza" em boa dose, Sem muita neurose; Com quase nenhuma fraqueza!
Obrigada, meu DEUS, por tudo... Porque sopraste em cada garganta Com a força de todos os cantos, Puseste riso em cada boca Na magia de um encanto, Lançaste brilho em cada olho Com a clareza dos finos prantos, E sobre os mantos da Tua proteção, Seguimos sem susto, sem espanto!
Obrigada, meu DEUS, por tudo... Mas sobretudo pelo perdão Quando não reconhecemos a Ti, Quando insistimos em mentir, Quando somos ingratos perante a abundância, Quando pecamos por qualquer ignorância, Pois, no fundo, cada um de nós aqui sabe Que sem Ti não somos nada Nem uma mera substância!
Obrigada, meu DEUS, por tudo... Por livrar-nos, sempre, do pior cenário, Por não sermos vítimas do escárnio, Por jamais nos deixar cair no abismo. Livrai-nos, sempre, das armadilhas Da depressão, da opressão, da humilhação Que estejamos em vigília E em constante união!
Obrigada, meu DEUS, Pai, por tudo, Mas principalmente pelos meus Pais... E que todas aquelas promessas Que meu coração quer crer e quis ouvir Sejam encomendas expressas Remessa que chega depressa E que quando vem, Não sabe mais ir!
*Giuli e Vivi cantando LADY GAGA - Telephone *Mamãe e eu cantando nossa música "Gente Miúda"
*Vivi e Eu cantando Vanessa da Mata = Boa Sorte
*Giuli e Vivi cantando Lady Gaga - BORN THIS WAY
*Mamãe cantando La Vie en Rose *Giuli e João Vitor cantando Adele = Someone like you
*Fazendo trilha num 4x4
postado por dudatriz às 15:27
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
SÓ PORQUE EU... BEM, E EU SEI LÁ!!!
Sábado, 4/fev, foi a festa de 3 anos da Lelê. Um festão pra ninguém botar defeito! Curti até dizer chega! Aliás, tive a honra de arrumar a princesa para seu grande evento. Ela estava linda e dava gosto de ver o quanto curtiu cada detalhe. Sobrou pra mim, também, ter de escorregar no borrachão inflável, mas, quer saber, eu adorei... O Domingo foi de curtir fossa pelo último dia de férias... E na 2a foi dia de rever velhos elementos, e conhecer novos também; e despedir das colegas que vão partir muito em breve para outras unidades. Acho que tudo isso derrubou minha imunidade, pois ontem e hoje mal saí da cama. Virose brava. Mas eu sei que esse começo de ano promete. Bons projetos, bons fluidos. Aos poucos, vou narrando tudo aqui, como de costume. Um bom começo de ano-útil para todos nós. D>
postado por dudatriz às 16:21
domingo, 29 de janeiro de 2012
UM FELIZ REGRESSO À ROTINA
*
Meu retorno à capital tem sido até mais intenso que as férias, e começou assim: * Ana Carolina, de surpresa, bateu à minha porta e me convidou para uma festa na casa do meu vizinho, colega de trabalho dela. Delícia ela aparecer, superdelícia querer minha presença em seu "metiê", e muito delícia também foi o hamburguer feito pelo Gustavo, o anfitrião do evento. * No dia seguinte, visita também surpresa das minhas Candocas amadas, Dani e Sam, trazendo a dupla de mascotes, Bernardo e Maria Carolina. Um deitou e rolou sobre a minha cama, bateu altos papos-cabeça com o Niffs, riu pra se acabar da titia "pêtandu" e "môdendu" ele de cima abaixo. A outra tirou um cochilo profundo sobre o meu travesseiro da Nasa, se sentiu mesmo nas nuvens. Resultado: a ótima energia só pôde me trazer bons e revigorantes sonhos. Deitaram, rolaram, sorriram, mamaram, e quando foram embora, eu só conseguia sentir o aroma da PAZ (e o poder dessa Bênção) que eles deixaram de lembrança... Ainda neste dia, fui conhecer uma hamburgueria com a Ana Carolina, com meu irmão, Lucas; minha tchongas favorita, Aline; e sua amiga, Rosana. Rolaram piadas, causos de família, as melhores comidas, e, de quebra, vejam bem: um NETBOOK. Sim, a Tchongas me deu seu netbook segundos após eu comentar que precisava de um pra me facilitar a vida no trabalho. O dela estava sem uso, e ficou de herança em vida pra mim. Demorou pra cair a ficha, aliás, acho que ainda não caiu... * O dia seguinte foi o dia de buscá-lo após a sessão de cinema. Vimos Tintin. Por isso, o nome do presentão ficou este: Tintin. Antes ainda tivemos tempo pra uma sessão de bestagem e riso frouxo... Foi dia também de começar mais uma amizade (melhor dizendo, duas), que tenho certeza que não será só de passagem, porque é uma amizade doce e poética, simplesmente. AMANDA e eu compartilhamos a paixão pela POESIA. Ela é um laço forte, e, por ela, vamos sempre em frente. Muitas coisas ainda por recitar. Foi muita bateção de perna, compras, planos para o futuro... E se pensam que parou por aí, estão enganados... * Almoço de Domingo foi também de reencontro com a linda família Dil, Vânia, Nina e Dreba Cebollitos; que contou com a participação superespecial d´A MÔ, um "A MÔ" de criatura, especial, de quem sou fã. Momento não registrado, lamentavelmente, pois, como diz minha irmã, "parece que não aconteceu". Mas tomem fôlego, porque ainda vem mais história... * Segunda foi dia de passar horas tão prazerosas e especiais ao lado da minha irmã Elisa, e do "nosso" filhão, Xande. Há mais de um mês não nos víamos, a saudade já não tinha mais graça nenhuma. Levei Tintin pra seu primeiro passeio e acesso público à internet, acompanhado de tapioca, suco de laranja, café gelado, pão de queijo, frapê... Nos comunicamos de lá com a antiga mãe dele, agora madrinha. E se já não bastasse tudo que está me acontecendo, e Elisa e Xande já estarem simplesmente na minha vida, esses dois ainda resolveram me dar presente, que nem eles souberam definir se era de aniversário atrasado, se adiantado, se de natal atrasado, enfim. Só sei que ganhei um jogo de toalhas da MMartan, e aproveitei o ensejo pra comprar a capa de edredom que vinha paquerando desde João Pessoa. Me permiti mais um presente, seguindo um belo exemplo (:)). Niffs que está com o bumbum voltado pra lua como nunca esteve. Se sentindo um sutão no harém de luxo. * É, se ainda há alguém por aqui que acha que a vida é pouco bela e pouco emocionante por ser puramente simples, sugiro que reveja seus conceitos... * Até a próxima! Vocês sabem onde me encontrar... D>
postado por dudatriz às 17:33
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A VERDADEIRA RIQUEZA Não liguem se um dia eu não ligar de hora em hora Se não declarar bens aos meus bens, como outrora Se uma demora fizer crer que fui embora Porque não fui, jamais irei, meu senhor e minha senhora
Não estranhem se um dia faltar dia pra tanto Amor Pois, seja onde e como for, não vou me opor A ser um reinventor de esperanças Um confessor de lembranças Um confeccionador de bonanças Um colecionador de abastanças Sempre hei de me recompor
Não se desesperem se um dia, por aí afora A todo e qualquer ir e vir d´aurora Eu sofrer alguma mudança E o tempo não for mais O fiel da minha balança Mas sim sua ação de penhora E eu não souber onde a confiança Mora sem mora, vive sem tardança Pois tudo que vai, volta Amanhã, tardiamente, ou agora
Não se admire se um dia, em plena saudade Eu der sinais da idade, do que me angustia Do medo da verdade, da força da teimosia Do poder da vaidade, da fúria da ventania Da dor da incapacidade, da farsa da profecia Da pura ansiedade em forma de valentia Da cruel piedade com cara de simpatia Da iminente maldade, da necessidade de harmonia Amontoado de Infelicidade, maldade doentia
Pois, afinal, enfim, existe o Bem Então, assim, nada pode acabar mal Porque nosso Amor, Querubim É verbal, é visual; tá no jardim, no botequim, no colo maternal É carnal, é angelical; fala latim, cheira a jasmim matinal É Jovial, é sociocultural; feito de cetim, temperado com alecrim e sal É gutural, é fenomenal; de longo estopim, com balas de festim original É imortal, é cardial; tem cara de curumim, e cor de carmim-coral
Nosso Amor é um bem especial É atemporal, é vital pra mim Um abraço, um beijo, etc e tal Sinto sua falta também Ainda bem que nos veremos Outra vez no carnaval!
postado por dudatriz às 23:55
domingo, 15 de janeiro de 2012
~ DIAS NO INTERIOR ~
Depois de mais eventos especiais em João Pessoa, foi hora de viajar para o interior. Passei 72h com minha irmã na serra de Areia, onde ela mora; e ainda passamos umas horas maravilhosas em Campina Grande, com o pequeno príncipe, Cauê e seus pais, Vanessa e Fábio. Foi muita comilança, muita bebedeira cultural, muita bicharada, e muita jogatina na companhia de amigos muito bacanas em cenários particulares e paradisíacos. Aproveitei pra mudar o visual, e, só pra variar, não ficou como eu queria, não gostei nem um pouco! Mas todo mundo adorou... É sempre assim: todos amam quando eu mudo, o mínimo que seja, menos eu. Porque só eu amo a atriz, a verdade; enquanto o resto só ama a personagem??? Dançar conforme a música é mecânico demais, não tem alma, mas se o mundo é assim, fazer o quê além de engolir seco e conhecer a gastrite? ... Mas o ar do campo só faz bem. A Natureza tem um poder mágico de nos fazer felizes ao extremo, e isso vicia. O duro é aguentar depois a crise de abstinência... Deixa eu ir agora, pra aproveitar minha última semana aqui. E trabalhar um pouquinho, porque a labuta é eterna. Bjs pra todos, com cheiro de fazenda, e gosto de amor de pai e mãe. D>