Essa
noite, eu sonhei contigo! ... E foi tão, mas tão bom!!! ... Foi edificante! Montei em ti, e escalei teus ossos como se fosses um edifício, difícil de se conquistar... Foi ficante! Fiquei sentada em teu colo, te abraçando, beijando, te reumidificando... Foi picante! Grudei a cara em cada um dos teus poros, suguei profundo, cada vez mais eu entrava, até sentir o cheiro doce da tua veia cava... Foi pulsante! Na calada da noite, eu gritava calada enquanto gozava em nosso açoite... Foi alucinante e transpirante! Eu sorria até com os pés, respirava pelos cabelos, enxergava e contava cada um dos nossos pelos, por olhos cerrados que não ousavam abrir... Claro que não podiam se abrir, estávamos sonhando. E adoramos sonhar junto este nosso antigo sonho bom. Um proibido permitido. Um real fictício. A penetração das almas afins... Um sonho perfeito, que não se acaba quando acordamos, pois acordamos que sempre seria assim!
terça-feira, 30 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
360º
Paixão,
com o Tempo, encontra Amizade
Amizade, com o Tempo, encontra Amor
Amor, sem Tempo, cheira Saudade...
Mas Amor, com o Tempo, encontra Intimidade
(e chega a ser taxado de Indecente!!!)
E de tão íntimo, com o Tempo, o Amor vira Gente
(é a pura verdade!!!)
E assim a Matemática rompe com a Lucidez...
1 +1
é = a
3...
Amizade, com o Tempo, encontra Amor
Amor, sem Tempo, cheira Saudade...
Mas Amor, com o Tempo, encontra Intimidade
(e chega a ser taxado de Indecente!!!)
E de tão íntimo, com o Tempo, o Amor vira Gente
(é a pura verdade!!!)
E assim a Matemática rompe com a Lucidez...
1 +1
é = a
3...
ou 6...
???
(Nem tente outra vez!!!)
Paixão, Amizade, Amor, Intimidade:
Tudo isso, com o Tempo, encontra Insanidade
Insanidade, com ou sem Tempo,
Cisma que tem de apressar o Tempo,
E passa do ponto,
Exagera!!!
E a Gente se acaba,
A gente se esfola,
???
(Nem tente outra vez!!!)
Paixão, Amizade, Amor, Intimidade:
Tudo isso, com o Tempo, encontra Insanidade
Insanidade, com ou sem Tempo,
Cisma que tem de apressar o Tempo,
E passa do ponto,
Exagera!!!
E a Gente se acaba,
A gente se esfola,
Quase se desespera,
E Gente nunca mais a gente gera...
1 + 1 = 0
1 + 1 = - 1
... E a Matemática não sabe calcular MAIS!!!
O Mundo e a Vida são circulares,
Dor e Suor são seus lares;
Mas, de Tempo em Tempo, saem deles
E voam pelos ares,
Mas cedo ou tarde
E Gente nunca mais a gente gera...
1 + 1 = 0
1 + 1 = - 1
... E a Matemática não sabe calcular MAIS!!!
O Mundo e a Vida são circulares,
Dor e Suor são seus lares;
Mas, de Tempo em Tempo, saem deles
E voam pelos ares,
Mas cedo ou tarde
Voltam ao
chão...
Paixão, com o Tempo,
Volta a ser Paixão!!!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Mas o Q.Isso, por favor, Q.E tão difícil de se lidar?
Uma
máquina, dois sistemas operacionais: Windows e Linux funcionando ao
mesmo tempo, os dois como se fossem iguais. Cérebro e Coração: com
um se dizem os "ois", com o outro se dizem os "ais".
Com um se teoriza, com o outro se pratica. Com um se compreende, com
o outro se decodifica. Um é o arquiteto; o outro, o projeto final.
Um é o engenheiro; o outro, o material. Um é o sem-teto; o outro, o
Senhor Feudal. Um é a matriz; o outro, a filial. Com um se
raciocina; com o outro, se conhece a sina. Um em tudo repara, mas é
o outro que com tudo combina. Um é o arlequim; o outro, a colombina.
Um constrói a ponte, o outro se joga na piscina. Um é o que
professora, mas o outro é o que ensina. Um é o que decora, o outro
é o que aprende. Um todo canto explora, e é o outro que se
arrepende. Um só diz a verdade, o outro é uma contradição
permanente. Dois sistemas interligados, mas, no fim, um não depende
do outro, e quase nunca um ajuda o outro. Inimigos cordiais, eu
diria. Titãs em constante duelo pra ver com quem a gente fica. E
quanto mais um se destaca, mais o outro se complica... Nem sempre
Cérebros geniais acompanham o raciocínio de Corações sabidos. Nem
Corações grandiosos fazem backup no vizinho... Há coisas que só
um deles entende, há coisas com que só um deles sabe lidar. E há
momentos de se usar um, e momentos de se usar o outro, sem
interferências. Mas ou trocamos as bolas totalmente, ou, na dúvida,
usamos os dois. De qualquer jeito, a gente se atrapalha! Mas será
que um dia conseguiremos isolar um ou ignorar o outro? Certamente que
não. O jeito é entender, e aceitar, o modo com que cada um
trabalha, e parar de querer fazer fogueira quando o máximo que se
tem é um breve fogo de palha...
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Chego ao
espelho! Começo a abrir o peito com todo o esmero, esperando ver ali
somente o que quero. Começo a abrir o peito com o maior cuidado,
precisando entender, conhecer seu verdadeiro estado...
Externo
afastado, me Interno! Peito aberto! Começo a mexer no que já se
mexia só. Começo a mexer no que me faz mexer, remexer, dar um nó.
Começo a mexer no que você fez mal uso e quase transformou em
pó...
Externo
deposto, Interno exposto! Rasguei os verbos que ele calou. Remendei a
carne que se rasgou. Reformei cômodos. Derrubei incômodos.
Consertei o "ventrílouco" direito, que estava pelo avesso.
Acordei o "ventríloquo" esquerdo, que, com jeito de poucos
amigos, não falava mais nem por si...
Externo
liquefeito, Interno refeito! Peito aberto! Um salto hípico, um ato
pragmático por um átrio atípico, apático: transfundo sangue novo
no que não mais sabia como se reoxigenar. Reparo enfim a válvula
tricúspide, e nada mais se retém. Tudo voltará a ser cuspido fora
em forma de sangue, suor e lágrima...
Externo
esborrachado, Interno recauchutado! E falta somente a Assepsia final!
Faço acepção de pessoas: apago nomes, e seus respectivos
telefones. Edito datas. Recalculo números. Recolho pedaços de
cordas e algemas. Limpo pegadas. Lixo marcas de unhas deixadas nas
pegadas à força extrema. Lavro cada erva-daninha plantada n´aorta,
e me livro de cada grão da terra por onde ela brota...
Externo o
Interno! Peito aberto! Submeto-me a uma Autocirurgia Cardiológica!
Altero a lógica do meu Coração, e a logística de sua manipulação:
ele agora funciona na contramão, e reage contra qualquer mão que
não seja a minha...
Externo
reconstituído, Interno ainda mais protegido! Na nova ordem, tudo
está em ordem: o vai e o vem, o tem e o sem...
Submeti-me a
uma Autocirurgia Cardiológica! Correu tudo bem!!!
Maria Eduarda Novaes
terça-feira, 15 de julho de 2014
Sim, sou Poeta!
Mas você também é!!!
A única diferença entre nós
É que eu decidi exercer
Essa função da Natureza.
Eu tive a audácia de experimentar,
A curiosidade pra continuar,
E a coragem para ficar e
Enfrentar seus ônus...
Sim, sou Poeta!
Mas você também é!!!
A única diferença entre nós
É que não me importei
Em parecer louca quando
Risquei com o dedo a
Primeira palavra ao vento;
E nem me senti uma bruxa
Quando passei a ler pensamento...
Sim, sou Poeta!
Mas é claro que você também é!!!
Afinal, você também sabe o que é o Amor,
Você também coleciona Sonhos, e
Também é capaz de entender
Tudo que uma Poesia te diz -
Ainda que não no exato instante,
E ainda que se finja distante...
Sim, sou Poeta!
Mas e quem não é!???
Minha cara tem o mesmo
Desenho que a tua,
Tua mente também é capaz
De viajar na mesma altura,
E minha memória se forma
Da mesma forma - crua!
E conhece a mesma conjectura...
Sim, sou Poeta!
E com muito mais
Prazer que sacrifício.
Sou Poeta de ofício,
E por todos os orifícios...
Somos todos Poetas,
E ponto!!!
Precisa mais
Do que isso???
Do que isso???
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Por outras vias, de fato!
Faz uma semana que ela está de férias da nossa Estrada Mágica de Concreto Alaranjado e Listras Amarelas, mas, hoje, isso já não mais significa um vazio na rotina... No dia 13 de Julho, a Moça da Bicicleta e a Moça da Mochila Marrom completarão 2 meses de amizade oficial. De lá pra cá, nós já fomos personagens de tantos passeios pela Estrada Mágica, de página de jornal, de um conto infantil, de reportagem de revista, e de encontros e conversas especiais. São apenas dois meses onde já se tem muito o que falar, muito o que sentir, e muito mais o que agradecer!!! Raquel poderia ter restringido minha participação em sua vida à ciclovia, mas não! Ela me recebeu de Mochila Vermelha aberta. E como nada é a toa, a mochila tinha de ser vermelha porque sem dúvida representa seu Coração, que, de tão grande, se estende pra fora do corpo, ficando visível e acessível também aos que ela tem de ultrapassar. É, de todas as doações, a mais grandiosa... Ela me convidou a passear por outras vias, me agregando a outras partes da sua rotina, e hoje temos uma amizade on-line/off-line, on-road/off-road... Hoje, tenho mais uma pessoa em quem confiar, e igualmente merecedora da minha confiança - algo que ela já sabe o quanto me é raro. Já temos uma boa coleção de fotografias e segredos, gargalhadas e conselhos. É lindo, sobretudo, vê-la falar do amor por sua família, e por sua mãe - que, vale lembrar, é minha amiga querida e especial. É legal partilhar as semelhanças, e aproveitar ao máximo as diferenças, pois, como ela bem diz "estamos nessa vida pra aprender", e digo que aprender em dupla é infinitamente melhor; e a julgar pela dupla, pode ser, sim, perfeito! Quem diz que Perfeição não existe é porque não tem na vida sequer um Amigo! ... Inventar histórias é muito bom, mas vivê-las é ainda melhor. E viver as histórias que Deus escreve é indescritível. Amiga, você é um presente de Deus! Obrigada por tudo que já passou, e pelo que ainda está por vir! Bjs, lov´u!!!
PS - E em breve, nos melhores cinemas!!! :):):)
domingo, 22 de junho de 2014
"conSCertos aqui"
Minha prometida viagem estava apenas começando, e parecia-me começar meio torta. Ainda no Km 15, um buraco - daqueles tão profundos que você espera que um japonês saia de dentro - estourou os dois pneus dianteiros, e danificou seriamente uma das rodas. Com certeza, eu não era a primeira a me estrepar (melhor dizendo, "stepar") naquela cratera. Tanto não, que em segundos apareceu um senhor com um panfleto nas mãos, me oferecendo seus serviços de borracharia.
O nome do lugar era simples: "consertos aqui". Seu José do Pneu Murcho, como era conhecido nas redondezas, já mantinha seu guincho preparado para carregar os feridos até seu ambulatório na rua de trás. "Algo me diz que o senhor e este Canyon se dão muito bem, não!?" - nada como destilar minha ironia para relaxar, e esquecer o transtorno! "Ah, Dona, é graças a este buraco que eu nunca fico no buraco", gargalhou. A situação era mesmo boa para ele. E àquela altura, eu só esperava que ficasse boa para mim também.
Poucos metros depois, eu chegava ao simplório "consertos aqui", e era recebida pela Senhora Pneu Murcho, Dona Ana Maria. Um copo de água gelada, e uma revista Contigo (de 2002!) me foram gentilmente ofertados, e fui encaminhada a um confortável sofazinho azul, que dividi com um gato preguiçoso, e provavelmente lunático, que se misturava às almofadas ignorando completamente os 38ºC daquela tarde de verão. "Se a senhora preferir, temos uns livros também!", apontando para uma estante impecavelmente organizada. Entre uma Contigo cheirando a mofo e um livro, nem havia escolha. Podia ser Júlia, Sabrina, até Paulo Coelho, tudo bem! Ali, valia me render a qualquer um dos meus preconceitos literários.
E passeando o dedo indicador pela longa sequência de amigos-de-papel, cheguei a desejar que meu carro desse perda total, que eu não seguisse viagem, que ali eu me hospedasse para dar conta de tantos clássicos. Eu nem sabia o que escolher. Até que reparei uma trilha sonora igualmente clássica acompanhando minha difícil decisão: A Flauta Mágica, num violino hipnotizante, saía por detrás daquela estante. "Se for incomodar a sua leitura, eu peço para ele parar". "Ele?". "Sim, meu filho! É que esta é a hora de ele praticar!".
Peguei o livro que trazia meu dedo indicador sobre ele, simplesmente, sem pestanejar; e, como se fosse da família, abri a porta que me separava daquele violino. Pneu Murcho Jr. não tinha mais que 12 anos, mas sua habilidade com o instrumento era de um músico muito experiente. Ouvi a Flauta Mágica até o fim sem que ele notasse minha presença, porque ele tocava de olhos fechados... Quando acabou, enfim me notou, sorriu pra mim, e perguntou o que eu gostaria de ouvir. Não consegui escolher o livro, o que diria a música. Deixei por conta dele, pois qualquer coisa que ele tocasse, com certeza me tocaria. E ele então coloriu o ambiente com a Primavera de Vivaldi. Só aí eu tive tempo e cabeça para ver o livro que havia pego: era um 2 em 1 de Cora Coralina, que trazia "estórias da casa velha da fonte" e "o tesouro da casa velha". Comecei a ler confirmando que nada é mesmo coincidência nesta vida. Tudo está sincronizado. "Consertos aqui" era uma casa velha, e uma fonte de tantos e preciosos tesouros...
Comecei a ler. E o menino tocou todas as quatro estações. Ao fim, o pai abriu a porta lhe trazendo um lanche. "Dona, está pronto!". "Já!?". Meu espanto foi em ver que 2h1/2 passaram voando, de modo que eu nem percebi. Pareciam poucos minutos. "Não deu pra terminar o livro, não foi!? É sempre assim, é porque somos muito eficientes por aqui. Mas não se preocupe, porque também somos generosos. O livro é da senhora, em agradecimento pela preferência!".
Seu José era um excelente marqueteiro. Eu não "preferi" os serviços dele, eu simplesmente vivi uma emergência e ele me socorreu. Mas seu José não consertou apenas o meu carro...
Paguei o que lhe devia, guardei o livro no bolso, e entrei no carro para seguir viagem com a sensação de que paguei muito pouco, afinal, recebi dois serviços pelo preço de um. "O senhor me arrumaria um spray preto e me emprestaria aquela escada por um minuto?", disse, saltando apressada. Mesmo sem entender, ele prontamente me atendeu. Alcancei o letreiro e pintei um "C" entre o "S" e o "E", entrei no carro e vi pelo retrovisor uma família inteira sorrindo e me acenando tchau.
Uma casa humilde, onde se entrava para consertar a matéria e se consertava também o espírito. Graças a um concerto esplendoroso e a uma poeta, ofertados a mim por uma família riquíssima de conhecimento, fica a prova de que a música e os livros são acessíveis a todos, e podem estar em qualquer lugar. Venderam-me o serviço mecânico, e ofereceram-me água e conforto, como todos fariam, mas foram além: ofertaram-me um concerto, um livro, uma manutenção na Alma. A minha prometida viagem, definitivamente, havia começado ali...
*Livremente inspirado no projeto Borrachalioteca, criado em 2002 em Sabará/MG. Vale a pena conhecer!
http://borrachalioteca.blogspot.com.br/
sábado, 31 de maio de 2014
~E FOI UM PECADO IMPECÁVEL~
Quem foi que disse que paradoxos não existem de fato!? Pois bem, acaba de chegar ao fim uma das novelas que, definitivamente, merecem entrar para o hall das melhores já feitas, e cuja relação título-enredo prova uma grande contradição: PECADO MORTAL foi um SANTO FOLHETIM.
Quem acompanha meu blog sabe que não é a primeira vez que uso minha casa virtual para falar da história de Carlos Lombardi. Concretizada por Alexandre Avancini em perseguições e tiroteios alucinantes, este Pecado conseguiu ser um Santo Remédio contra o tédio, um alento aos amantes do gênero que já estavam para cortar os pulsos graças a quase uma década de overdose de clichês, furos grosseiros de continuidade, desleixo na escalação e preparação de elenco, e direções que mais pareciam "acidentes de percurso".
Desde o primeiro capítulo, ela já dizia a que veio; e foi até o último numa crescente impressionante. Uma guerra inicialmente fria entre duas famílias de bicheiros virou um campo de guerra digno dos videogames mais viciantes quando um tira sujo, vendido para os dois lados, resolveu que queria ganhar ainda mais. Aliando-se à matriarca dos Vêneto, Picasso arrancou da toca Marco Antônio, o homem prometido para ser o Rei do Rio, mas que havia fugido desta sina quando ainda adolescente, trocado de nome, virado hippie, e, pior: se casado com a promotora mais caxias do mundo. Só isso já dava pano pra manga, mas deu pano pra tanta fantasia que dava pra vestir uma escola de samba. Mas ainda foi pouco!
Com destaque especial para Carla Cabral (Laura), Felipe Cardoso (Otávio), Denise del Vecchio (Das Dores), Ricardo Vandré (Vegetal), Renato Livera (Monet) e Daniel Del Sarto (Anjo), cujos talentos catapultaram seus personagens muito além de seus espaços naturais; posso dizer que voltei a lamentar não ter feito parte direta de uma grande história, de não tê-la vivido mais por dentro, como profissional. Posso dizer que voltei a rir, a chorar, a me indignar, e a esperar o capítulo seguinte, como há tanto tempo eu não fazia. Voltei a sentir o que eu já pensava ter esquecido: orgulho do veículo. Uma catarse tão bacana que eu quis ser bicheira, dançarina, enfermeira, corregedora, professora, tudo ao mesmo tempo. Porque uma boa novela não faz de você apenas um espectador, ela te leva para dentro da trama. Você adota as famílias, se apaixona pelos galãs, odeia os vilões, e pensa até em dar nomes a seus filhos em homenagem aos heróis.
Um trabalho em equipe tão harmonioso e integrado, liderado por excelentes profissionais - cada um em seu ramo - que as fotos de bastidores que sempre circulavam pelo site não mostravam outra coisa senão o sucesso, a satisfação pelo que se estava realizando. Zélia Duncan tem uma canção que diz que "a alegria do pecado às vezes toma conta de mim, e é tão bom não se divina!". Trilha sonora perfeita. Foi um Pecado alegre, e que acabou, acidentalmente, a tornando divina!
Chorei com suas mortes, mas porque antes muito já havia chorado com seus dramas, alegrias, piadas, e transformações. E as duas últimas semanas trouxeram tanto flashback - com coisas que cheguei a perder quando passou - que temi ser tragada pela saudade antecipada.
Mas graças ao YouTube, este Antro do Pecado, fica à minha disposição mais um curso completo e de excelência na arte de roteirizar, dirigir e interpretar. E nesse tipo de escola, a melhor parte, sem dúvida, é "repetir de ano" quantas vezes quiser. Segunda-feira, para mim, será do primeiro capítulo. E mesmo sabendo onde vou rir e onde vou chorar, sem surpresas, a sensação de que as famílias e os amigos continuam presentes ali, na rotina, é o que basta! Porque Pecado bom é aquele cuja penitência nos faz falta...
Maria Eduarda Novaes
quinta-feira, 29 de maio de 2014
(O Nascimento Oficial do Projeto DUDADOULA 2014/2015)
Colocar um filho no Mundo usando todos os recursos que a Natureza te deu - e tão somente estes - é empoderar-se da Vida. É estar tão perto de Deus e tão apoderada de Sua Força Criadora, que chega a se confundir com Eles, não se vendo mais como apenas um instrumento para tal... Porque Parir não é uma força que se faz, é a força que se sente! É a Força Motriz do Universo te usando como portal... Canal de Parto não tem este nome à toa. É por onde a Vida passa, é de onde ela parte, começando e recomeçando no exato instante. O Parto é o início de no mínimo duas novas vidas. É o concretizar de tudo o que antes era puramente abstrato. O Amor ganha rosto, corpo, cheiro e sons. A Felicidade fica visível, tangível, e nunca, nunca mais será impossível!!!
Se parir não fosse tão natural, e necessário, receberíamos nossos filhos direto do bico das cegonhas - e estas, aliás, de quem receberiam os seus? Ah, lembrei: do repolho!!! Se os meses passados no ventre não servissem para formar um ser e reformar o outro para recebê-lo, para que haveria de servir, então?
Parir é poder, então, deve-se poder parir. À mulher alguma deveria ser negado o direito de ter seus filhos da forma que ela quiser. Mas graças a uma perigosa inversão de valores - que pensa que também inverteu os Poderes! - a maior de todas as Leis precisou apelar a uma tão inferior a ela para garantir que será respeitada. Chegamos a um ponto em que cesarianas estão quase obrigatórias, extrapolando os limites da estatística, encaradas como o modo mais natural de nascer. Comum, infelizmente, até pode ser; mas natural, não. Natural ela jamais será.
Parir é poder, então, deve-se poder parir. À mulher alguma deveria ser negado o direito de ter seus filhos da forma que ela quiser. Mas graças a uma perigosa inversão de valores - que pensa que também inverteu os Poderes! - a maior de todas as Leis precisou apelar a uma tão inferior a ela para garantir que será respeitada. Chegamos a um ponto em que cesarianas estão quase obrigatórias, extrapolando os limites da estatística, encaradas como o modo mais natural de nascer. Comum, infelizmente, até pode ser; mas natural, não. Natural ela jamais será.
Eu teria mil coisas a falar aqui a favor do parto mesmo sem nunca ter parido, porque só de estar ao lado espectando o momento, posso dizer que vivi isso, e intensamente. É como estar antes num quarto escuro com um grupo de pessoas, e de repente alguém ascende uma luz; e então não apenas quem a proporcionou é iluminado, mas todos os que estão ali! É simples assim!
Já nem sei mais quantos partos acompanhei como espectadora, mas sei que foram os dois últimos que me fizeram decidir que vou me tornar uma doula, e defender a Natureza de interferências "desnecesáreas", proteger e apoiar aquelas mulheres que querem ser naturais. Quero não mais ver, mas atuar como guardiã deste portal, para que ele se abra apenas quando lhe for chegada a hora.
Mulheres que hoje optam pelo Parto Humanizado estão sendo duramente discriminadas e até ofendidas. São chamadas de "ignorantes" e "irresponsáveis", para dizer o mínimo. E só de ser preciso nomear o parto de "Humanizado" já mostra que há muito não se vê mais esse momento como a forma humana de se nascer, e sim quase uma sentença de morte materno-fetal.
Aliás, nascer é hoje, para tantos, apenas mais um evento social, feito uma formatura ou um casamento, cercado de luxos e rituais prévios, onde se há dia e hora marcados, e uma preparação que leva em consideração até mesmo os signos do zodíaco para definir o momento, menos a própria Natureza. Chegar ao nascimento de forma abrupta sem ter passado minimamente pelo trabalho de parto é causar uma hecatombe, um cataclismo nos corpos de Mãe e Filho. Mas, no fim, parece ficar tudo bem para ambos; e até se distribui às visitas a nova moda mundial, o irmão gêmeo do bem-casado: o bem-nascido... "Bem-nascido" quem??? Aquele bebê que foi arrancado do útero pontualmente às 16h de uma quarta-feira para seu melhor conforto, e comodidade da equipe de Cegonhas e Repolhos; e mal viu seu rosto, sequer foi para o seu colo quente, nem muito menos mamou no seu peito??? Aquele bebê que foi esfregado por um lençol diversas vezes, ao mesmo tempo que tinha o nariz e a boca invadido por cateteres de sucção; e isso porque alguém lá atrás, com o avanço da medicina, te convenceu que era o melhor para vocês dois???
Aliás, nascer é hoje, para tantos, apenas mais um evento social, feito uma formatura ou um casamento, cercado de luxos e rituais prévios, onde se há dia e hora marcados, e uma preparação que leva em consideração até mesmo os signos do zodíaco para definir o momento, menos a própria Natureza. Chegar ao nascimento de forma abrupta sem ter passado minimamente pelo trabalho de parto é causar uma hecatombe, um cataclismo nos corpos de Mãe e Filho. Mas, no fim, parece ficar tudo bem para ambos; e até se distribui às visitas a nova moda mundial, o irmão gêmeo do bem-casado: o bem-nascido... "Bem-nascido" quem??? Aquele bebê que foi arrancado do útero pontualmente às 16h de uma quarta-feira para seu melhor conforto, e comodidade da equipe de Cegonhas e Repolhos; e mal viu seu rosto, sequer foi para o seu colo quente, nem muito menos mamou no seu peito??? Aquele bebê que foi esfregado por um lençol diversas vezes, ao mesmo tempo que tinha o nariz e a boca invadido por cateteres de sucção; e isso porque alguém lá atrás, com o avanço da medicina, te convenceu que era o melhor para vocês dois???
Sinceramente, não é da minha alçada mandar na vida de ninguém. A ordem aqui é o seu desejo. Então, se ter seu filho por cesariana for o seu desejo real (lê-se: sem influência de terrorismos médicos, ou relatos de experiências apocalípticas alheias), vá em frente, e não enfrente um parto normal! É direito seu, igual é o direito das que querem parir seus filhos e apará-los, trazendo-os ao colo, e amamentá-los imediatamente, em um ambiente agradável e acolhedor a ambos. Ninguém é obrigada a parir, e nem deve ser também "desobrigada" a tal, como tantas que são fortemente influenciadas, quase coagidas a pular esta etapa.
Quer fazer uma cesárea, faça, mas vai um conselho de amiga: ao menos viva o trabalho de parto. Deixe seu organismo começar a festa, acionando os hormônios como anfitriões (os hostermônios) a organizarem a casa para o grand finale. Se a dor te for absurda, não se acanhe, aproveite o avanço da medicina e use o recurso da analgesia; que tantas vezes basta isso para te encher de coragem para conduzir o resto sozinha. E lembre-se sempre: o parto é seu, de mais ninguém. Quem comanda tudo é você, é o seu cérebro. Se você se programar para temer a coisa, provavelmente vai sucumbir a ela. Mas se você se programar para vencer, para se sincronizar e se harmonizar com o bebê, acredite: não há quem possa chegar perto de ser os verdadeiros protagonistas do momento senão vocês.
Quer fazer uma cesárea, faça, mas vai um conselho de amiga: ao menos viva o trabalho de parto. Deixe seu organismo começar a festa, acionando os hormônios como anfitriões (os hostermônios) a organizarem a casa para o grand finale. Se a dor te for absurda, não se acanhe, aproveite o avanço da medicina e use o recurso da analgesia; que tantas vezes basta isso para te encher de coragem para conduzir o resto sozinha. E lembre-se sempre: o parto é seu, de mais ninguém. Quem comanda tudo é você, é o seu cérebro. Se você se programar para temer a coisa, provavelmente vai sucumbir a ela. Mas se você se programar para vencer, para se sincronizar e se harmonizar com o bebê, acredite: não há quem possa chegar perto de ser os verdadeiros protagonistas do momento senão vocês.
Vamos parir, mulherada, coragem! Fomos feitas para isso, e com exclusividade! Não há poder maior que este, e nem sorte mais fada-madrinha!
Maria Eduarda Novaes
quarta-feira, 14 de maio de 2014
~A MOÇA DA
BICICLETA~
(numa manhã fria de março)
Todos os dias úteis, de segunda a sexta, vou
caminhando da rodoviária central de Brasília até o começo da L2 Norte, onde
trabalho. Isso dá aproximadamente 1,5km. São mais de mil metros de pensamentos
geradores de poemas. E poesias nascidas ao ar livre - com sons, perfumes e
vistas privilegiadas - são sempre melhores. Meus últimos 300 metros são ao largo
da ciclovia. Neste horário, o número de ciclistas não é nada intenso. Tanto não
é que, apesar de estar a pé sobre um calçamento especial, não dá pra me sentir
um obstáculo, ou uma intrusa no ninho; sinto-me, sim, como a Dorothy, passeando
sob a mágica estrada de concreto alaranjado e listras amarelas, e cuja viagem
astral só sofria uma pausa quando ultrapassada pela Moça da
Bicicleta!
Observei que sempre e somente ela, portando
uma mochila verde, ou às vezes vermelha, cruzava o meu caminho. Era uma
sincronia perfeita. Quase dava para acertar o relógio baseado nos encontros
(7h05-7h10). E meus pensamentos, que já estavam embalados, pegavam essa carona e
me deixavam só, por alguns metros e segundos, até a Moça da Bicicleta Diferente
e da Mochila Delicada sumir do meu raio de visão. Aí, meus pensamentos voltavam
me trazendo tanta energia nova que eu me perguntava "quem é ela?",
"como se chama?", "de onde vem, e onde trabalha?", "quais
sonhos ela carrega em sua mochila verde? Seriam os mesmos da mochila vermelha? E
seriam parecidos com os que trago em minha mochila marrom?", "ela também
carrega livros? Lanches? Chupetas e fraldas???". E como eu não sabia as
respostas, fui dividindo com ela o que eu trazia em minhas mochilas - a marrom,
e a "cinzenta"; e, de quebra, ia nos acrescentando pacotes de
fantasias.
A
Moça da Bicicleta e a Moça da Mochila Marrom, ainda que sem saber, tinham se
tornado amigas... Dois aros, tantos elos: faz-se amigos em uma "ciclovida"! Porque fazer
amigos é o sentido da vida!
Os dias foram passando, e eu me acostumando
a esperar a hora e a vez de ser ultrapassada por ela, e ter meus pensamentos (tão cuidadosamente fabricados) temporariamente surrupiados; e ansiosamente
aguardá-los voltar e descobrir quais coisas ele deixou, e quais coisas ele
trouxe da mochila dela. Era um intercâmbio silencioso. E saber que ela nem desconfiava da nossa história, me divertia muito. Tanto que quando ela não passava,
eu sentia falta; e só assim mesmo para eu reparar que, sim, havia no mundo
outros moços e moças de bicicleta, mas, talvez por eles não carregarem mochilas,
e nem terem uma bicicleta diferente como a dela, eles não me interessavam em
quase nada!
Até que um dia, eu e a Moça da Bicicleta
ficamos lado a lado por alguns segundos, esperando os carros passarem para
atravessarmos a rua. Inédito isso. Vesti uma cara de deslumbrada, e tive a
grande chance de conversar com ela. E ali eu percebi que nem nas minhas
fantasias eu tinha dado um nome a ela, definido onde ela trabalhava, quantos
anos tinha, nada! Eu só ousava desenhar o Mundo das nossas mochilas. Eram os
livros que eu tirava da dela (ah, sim, "A Menina que Roubava Livros" foi
inspirado em mim!), os que eu presenteava, os papéis de carta perfumados com
desejos de Paz, retratos de família autocolantes, as abelhas-balinhas,
borboletas-bombons, bigodes de pelúcia, e tudo o mais que só existe mesmo dentro
da minha mochila cinzenta. Achei que se falasse com ela, essa fantasia poderia
se quebrar. É difícil manter um conto-de-fadas quando há muito seu corpo já saiu
da infância, então, sentia que tinha um tesouro a ser preservado. Apenas nos entreolhamos, sorri
pra ela, ela sorriu de volta, e seguiu levando na mochila mais presentes que eu
lhe dei ali mesmo, no exato momento. E fiz a gentileza, em agradecimento pelo
sorriso, de não roubar nada desta vez...
Quando cheguei ao trabalho, conversei com
meu parceiro de labuta, que tanto curte meus escritos, sobre a fábula "A Moça
da Bicicleta e A Moça da Mochila Marrom", e ele me disse que eu deveria
escrever sobre isso. Vontade nunca me faltou, então, naquele instante, fui
transformando tudo em palavras. Tentando, na verdade, pois ora me nasciam
poemas, ora ensaiava um livreto infantil, daí eu pensava num conto, mas queria
que fosse o enredo do meu primeiro curta-metragem, e por fim vi surgir uma
crônica que seria o novo papel de parede da minha casa virtual... AAAIIIIII...
Ainda bem que o trabalho me engoliu, e me desfiz momentaneamente da "obrigação"
de transcrever toda a história.
E tudo teria seguido o mesmo rumo rotineiro
se não fosse o dia em que o despertador me fez atrasar dez minutos. Quando
cheguei à minha estação de metrô, quem eu vejo entrando nela?! A pergunta "de
onde ela vem?" estava sendo respondida. Éramos não apenas vizinhas de
trabalho, mas de casa também. Ignorei o medo de o encanto da brincadeira se acabar, e decidi
falar com ela. "Quer ajuda?", perguntei ao ver que ela parou por alguns
segundos com a bicicleta diante da escada. Sorrindo, disse "obrigada, não se
preocupe, ele me ajuda!" se referindo ao filho, um rapagão bonito, e
uniformizado. "A gente costuma se cruzar na ciclovia perto do início da L2,
eu trabalho na ***, ali pertinho!", comecei assim, e rápido, antes que a
timidez me bloqueasse por completo. Ela reconheceu o fato, sorriu com vontade, e
eu acabei dando a ela um papelzinho com meu e-mail e o endereço do blog, dizendo
"em dois dias, passa lá! Estou preparando uma crônica chamada A Moça da
Bicicleta".
E
assim, da nossa estação à estação final, conheci RAQUEL e seu filho. Ela me disse que trabalha no prédio vizinho, e se espantou em saber
que eu fazia o percurso todo a pé. Nos despedimos na saída da estação, e mesmo
sabendo que não nos veríamos no caminho de concreto alaranjado de listras
amarelas, sabia que não havíamos perdido o dia-de-trocas. Ao
contrário.
Cheguei ao trabalho
empolgada com o encontro, e mal havia contado ao meu parceiro quando recebo uma
ligação. Era Maria da Paz, minha colega e amiga, me dizendo "Duda, que legal,
acabo de saber que você conheceu minha filha e meu neto!". Ali estava a
razão do sorriso mais forte quando eu disse onde eu trabalhava. Ela só não me
revelou isso. Sem sequer imaginar, eu estava construindo uma história justo com
a filha de uma amiga por quem tenho muito carinho; e ela pareceu perceber essa
atmosfera de mistério, e entrou na onda. Por eu ser péssima fisionomista, não
reconheci o Bernard, quem já tinha visto em fotos de uma viagem dele e da avó à
Finlândia, lugar que eu disse à Maria que sonho conhecer (pois tenho uma ligação
profunda), e pedi que ela e Lauro, nosso amigo, fossem junto. "Vou ter de ir
à Finlândia de novo?!", ela disse às gargalhadas. O sorriso de Raquel se
parece muito com o da mãe.
Meu sobrenome é Guerra, e Maria é da Paz. Quando nos conhecemos na empresa, eu disse "sou Guerra, mas sou da Paz". E ela disse "comigo é justamente o contrário, sou da Paz, mas sou uma fera". Rimos bastante. Daí vi que seu sobrenome é Drummond, e falei "mas você tem sobrenome de poeta, tem que ter a Alma Zen". Foi quando ela me revelou não ser à toa: ela é sobrinha-neta de Carlos Drummond de Andrade... Choqueeeeeei!!!... Eu estava diante de uma legítima descendente de poeta. Era fascinante. Era viver na realidade uma ficção tão perfeita que eu nem ousei fabricar.
Eu sou poeta. A Moça da Bicicleta é
descendente de um poeta, e filha de uma amiga que, antes mesmo de saber que era
uma Drummond, eu já havia aprendido a gostar. Que nada é por acaso, isso há
muito eu já sabia, mas há certas conexões que ainda conseguem me surpreender.
Com certeza, a partir de amanhã, quando Raquel passar por mim, alguns silêncios
serão quebrados. Vamos acenar, nos dizer "olá!", possivelmente dizer nossos
nomes, mas como ela vai continuar me ultrapassando e chegando antes de mim, as
fantasias vão seguir a passear por alguns metros, fazer algumas trocas, e voltar
pra mim, trazendo sempre uma nova página. Vou continuar desejando a Paz a quem
já a tem desde o ventre, não importa, pois Paz e Poesia nunca são
demais.
O poetinha Vinicius de Moraes disse que
"a Vida, amigo, é a Arte do Encontro, embora haja tanto desencontro pela
vida", e eu sigo dizendo que "se a Vida não é a mais pura e imensurável
Poesia Concreta, eu sinceramente não sei, e sequer imagino o que ela possa ser".
Maria
Eduarda Novaes
domingo, 4 de maio de 2014
Quando o Amor adormece,
E parece
morrer...
***
"Que coisa pode ser feita que não seja pura
perda?", perguntou certa vez o poeta curitibano Paulo Leminski - o mesmo
que disse que "as coisas não começam com um conto, nem terminam com um
ponto". Pois bem, AMOR é a resposta. Acredito que tudo que se faz por
Amor não se perde, nem se finda. O Amor no máximo adormece, às vezes
profundamente; mas depois desperta, e passa feito furacão, e aí, então, se
esconde e nos testa, até que nos acerta no meio da testa, nos derrubando ao chão.
É destrutivo, sim, bastante. A gente tem certeza que se quebrou, e não tem mais conserto.
Mas o Amor não acaba, não, nem por um instante!
Devo admitir: sou uma
pessoa que sofre quando uma peça sai de cartaz, quando um livro acaba, e quando um Amor adormece porque a paixão acalma! E sou uma
pessoa feliz quando a felicidade chega - e só torço para que ela não perceba meu
imediato sentimento de posse, nem muito menos meu medo de
perdê-la.
Por isso, eu aconchego todo
mundo, mesmo sem bem conhecer; e foi exatamente isso que eu fiz com você: eu te
aconcheguei! Mas só depois qu´eu percebi que apenas te imitei... Eu estava lá,
quieta em meu canto, e você se aproximou e me mostrou todo seu encanto. Você
quem me ensinou o que é o encanto. E agora, tudo que me arranca é um pranto, por
quê??? O que você faz comigo não é justo, não é direito. Eu entendo seu medo,
aceito seu tempo, mas não posso mais seguir desse jeito: me sentindo aos pedaços,
e, por isso, só me doando em pedaços; porque eu não sei me entregar à prestação,
ou por tabelas. Agora é que são elas! Amizade em sono profundo, Amor em coma,
acabou-se os comes e bebes... É tua fera quem te doma, e só tu que não
percebes!
Se hoje não caibo mais em
ti, ou se esta é tua simples escolha e decisão, só peço que não me desprezes,
nem me (mal)trates como se eu fosse um engano, ou uma terrível
maldição...
~Resumo Poético da Ópera~
terça-feira, 29 de abril de 2014
#monkeysee #monkeydo!!!
A
"campanha" anti-racismo que virou febre mundial na
internet, iniciada pelo jogador Neymar após o lamentável incidente
envolvendo o também jogador Daniel Alves, consegue ser ainda mais
lamentável que o fato em si. Por quê? Bem, vamos começar do
início, e falar Português claro: macaco é macaco, ser humano é
ser humano. E, agora, vamos aos finalmentes: racismo se combate com
punição, e, principalmente, silêncio...
Quando
Daniel Alves comeu a banana, deu uma lição incrível de altivez.
Mostrou um punhado de coisas ali. Mostrou, minimamente, por exemplo,
que “o seu racismo eu mastigo, engulo, e transformo em fezes”,
ou seja, “não me atinge!”. Pode mostrar até mesmo coisas
simples, banais, como "não é só macaco que come banana". Este alimento não
é exclusivo do animal, embora muito o represente; mas altamente
consumido por nós, seres humanos, em especial os atletas, que
precisam repor o potássio e combater as cãibras. Assim, por que não
ser visto também como, sei lá, um "obrigado pela ajuda!
Agora, meu escanteio será melhor cobrado!" ... Interpretem o que quiserem, ok! Só sei que
comer uma banana não faz de ninguém um macaco, mas o que eu estou
entendeno aqui é bem o contrário, é "pode me dar uma banana, que
sou macaco também!!!".
Viralizar por aí que #somostodosmacacos como forma de apoio a alguém que fora comparado ao bicho por uma questão de preconceito racial é dar um bananal inteiro ao macaco errado! É alimentar o bicho e fortalecê-lo, quando o objetivo deve ser justamente o oposto. Um estafermo assim não deixará de jogar uma banana em cima de um negro só porque milhões de pessoas estão por aí dizendo que #somostodosmacacos. Aliás, a partir da mensagem em questão, o perigo é ele arremessar uma banana pra cada "macaco" que vir na rua! O cara, provavelmente, vai morrer um racista idiota, mas só vai ao menos parar de manifestar isso quando for punido, e tiver algum direito retido, como foi o que aconteceu. Ele fora impedido de entrar no estádio para o resto da vida. De repente, alguns até acham pouco! Talvez seja, mas houve a punição! Isso, sim, é a lição pedagógica da coisa; e não ficar por aí dizendo-se o primata, e sair em fotos segurando ou comendo bananas, pois isso é dar a ele uma importância desmerecida, e perigosa! Gente assim não se envergonha do que faz, ao contrário: se vangloria. Toda essa repercussão é para ele a glória. Quem não se lembra da velha máxima "falem mal, mas falem de mim!"??? Esses idiotas em especial se alimentam justamente deste tipo de banana. Matem esses bichos de fome!!!
Neymar, acredito, teve a melhor das intenções. O que me choca é ver que, de pessoas simples, com pouco ou quase nenhuma instrução; a doutores mundialmente renomados, ele conseguiu transformar um por um, sim, em MACACOS... DE IMITAÇÃO!!!
#sintomuito, #mas... #eunãosoumacaco!!!
quarta-feira, 23 de abril de 2014
SEMANAS SANTAS
Porque uma Semana Santa, apenas,
é pouco para uma pessoa abençoada feito eu!
***
PONTE AÉREA CULTURAL
Porque uma Semana Santa, apenas,
é pouco para uma pessoa abençoada feito eu!
***
PONTE AÉREA CULTURAL
RIO-SP
22 A 30/3
***
FAZENDA TRÊS PODERES
Goiás
17 A 20/4
***
RIO
~
ANIVERSÁRIO DO "DISCA"
Porcão Gourmet - Jóquei
FAZENDA TRÊS PODERES
Goiás
17 A 20/4
***
RIO
~
ANIVERSÁRIO DO "DISCA"
Porcão Gourmet - Jóquei
ALMOÇO POÉTICO
Restaurante Casa Carandaí - Jr. Botânico
AMANDITTA
Band-Girl e Guia Turística
MAM
Passeio no Aterro, no Centro; e Exposições
CCBB
Teatro e Exposições
***
SP
***
FAZENDA TRÊS PODERES
Montes Claros de Goiás
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