sexta-feira, 18 de junho de 2010

Literalmente órfã

Adeus, Saramago (* 16-11-1922 / + 18-06-2010)

"O Rei é morto. Viva o Rei!!!" - Essa frase diz tudo, e eu não tenho necessidade, nem condição, de dizer mais nada. Palavras eram o forte dele, então, é com elas que ficamos, hoje e sempre...

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ATEU POLÊMICO
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"No fundo, o problema não é um Deus que não existe, mas a religião que o proclama. Denuncio as religiões, todas as religiões, por nocivas à Humanidade. São palavras duras, mas há que dizê-las."
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"Para mim, a Bíblia é um livro. Importante, sem dúvida, mas um livro."
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"Penso que não merecemos a vida, penso que as religiões foram e continuam a ser instrumentos de domínio e morte."
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A morte é a inventora de Deus."
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"Deus, o diabo, o bom, o ruim, tudo está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventamos. Não percebemos que, tendo inventado Deus, imediatamente nos escravizamos a ele."

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"Há quem me nega o direito de falar de Deus, porque não creio. E eu digo que tenho todo o direito do mundo. Quero falar de Deus porque é um problema que afeta toda a humanidade."
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"Mas então ninguém percebe que matar em nome de Deus é fazer de Deus um assassino?"
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"Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro."
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COMUNISTA CONVICTO
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"Eu sou um comunista hormonal, meu corpo contém hormônios que fazem crescer minha barba e outros que me tornam um comunista. Mudar, para quê? Eu ficaria envergonhado, eu não quero me tornar outra pessoa."
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"A globalização é um totalitarismo. Totalitarismo que não precisa nem de camisas verdes, nem castanhas, nem suásticas. São os ricos que governam e os pobres vivem como podem."
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"As pessoas transformam-se em máquinas de ganhar dinheiro. Ou de tentar ganhar dinheiro."
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"Duvido que nos tempos mais próximos as ideias socialistas tenham qualquer oportunidade."

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"Agora vivemos o império do petróleo e do dinheiro - o resto é disfarce."
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"Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo."

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FILÓSOFO
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"Se eu pudesse repetir minha infância, a repetiria exatamente como foi, com a pobreza, com o frio, pouca comida, com as moscas e os porcos, tudo aquilo."
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"Sim, tenho o Prêmio Nobel. E quê? Não que eu achava pouco ter o Prêmio Nobel, não, não. É que no fundo, no fundo, tudo é pouco, tudo é insignificante."
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"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter. Ter é provavelmente a pior maneira de gostar."
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"Se tens um coração de ferro, faça bom proveito. O meu fizeram de carne, e sangra todo dia."
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"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."
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"Dirão, em som, as coisas que, calados,no silêncio dos olhos confessamos?"
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"Não tenhamos pressa,mas não percamos tempo."
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"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas."
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"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."
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"Os lugares-comuns, as frases feitas, os bordões, os narizes-de-cera, as sentenças de almanaque, os rifões e provébios, tudo pode aparecer como novidade, a questão está só em saber manejar adequadamente as palavras que estejam antes e depois."
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"Há ocasiões que é mil vezes preferível fazer de menos que fazer de mais, entrega-se o assuntto ao governamento da sensibilidade, ela, melhor que a inteligência racional, saberá proceder segundo o que mais convenha à perfeição dos instantes seguintes."
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"A única maneira de liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça, aparar-lhe as unhas não serve de nada."
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"Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é a que faz melhor: Dar voltas.''
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"Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida."

domingo, 13 de junho de 2010

A CHEGADA DO MEU 3o FILHO-DE-PAPEL
"Se meu corpinho falasse..."


Banner da capa do livro. Ideia genial dos promoters, Ghi & Tita

Coluna do Ari Cunha - Correio Braziliense 11/Jun/2010
Placas indicativas
(não faltou nenhum detalhe)
reconhecimento do ambiente / aguardando os convidados

fila quilometrica (rsrsrs) / autografando para Lucas e Aline

Danni comemora com um vinho / Afago delicioso da Cris
... para Marília, com carinho!
Com "Tia Zoureira", na chegada / e de figurino novo com o Ghi, organizador do evento
(eh! O frio bateu forte!)

Leticia, minha mais jovem e linda leitora... / ... decidiu que queria autografar também

família linda e especial
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...Este foi o trigésimo primeiro dia dos namorados que eu passei sem namorado, mas quem disse que passei sozinha? Ao contrário. Passei muito bem acompanhada, e cercada de muito amor!!!
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Ghirlanda e Martita, amigos dos meus pais, que me viram nascer, me presentearam com um lançamento intimo e especial para o meu 3o livro. Tive direito a banners, placas indicativas, comes e bebes incríveis, novos amigos, e velhos amigos reunidos. Nem o frio conseguiu atrapalhar a festa, que ainda teve uma mascotinha linda, Letícia, que ate deu seus autógrafos entre um pão de queijo devorado e outro. A ausência dos meus "veios", Maiúsculo e Minúscula, pesou, sim, mas eu sabia que de outra maneira, bem profunda, eles estavam la... Depois do evento, ainda fui presenteada com um jantar maravilhoso em família.
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Acho que as fotos falam mais que as minhas palavras, e nem todas as palavras descreveriam a minha felicidade. me resta agradecer a todos que sempre me apoiaram - detentores e divulgadores de mais uma obra. Amo vocês demais, do fundo do coração.
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Ficha Técnica
Título: Se meu corpinho falasse...
Autora: Maria Eduarda Novaes
Ilustrações: Andréa Lafetá
Editora/ano: CBJE, Rio de Janeiro/2010
Sinopse: Paulo Pimenta tem 8 anos e sua vida se resume a comer somente balas, chicletes, pipocas, chocolate e muito refrigerante. Não é à toa que ele vive doente. Mas um dia, com a ajuda da enfermeira Daniela, seus órgãos vitais têm uma chance de ensinar-lhe uma preciosa lição.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Tá na CARAS que ela é uma estrela
(noite de gala no Cine Lapa)


(clique nas fotos para ampliá-las)

Por Sandra Annetty
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O ano era 2005. A atriz Maria Eduarda Novaes (31) desembarcava no Rio de Janeiro para um período de 1 (intenso) ano. Contabilizando quase 18 anos de carreira, era a hora e a vez de fazer o que até então não era parte de seu curriculum: pequenas participações em novelas; e cinema. A 7a arte sempre foi sua maior paixão - algo que ela nunca declarou publicamente, pois "tinha muito medo de magoar e provocar a ira de Teatro, o companheiro de tantos anos", declara ela às gargalhadas com seu bom-humor característico. Teatro era o marido fiel, enquanto Cinema era o amante, mas estava presente em sua vida apenas nos roteiros que rascunhava - são hoje 2 longas e um curta, sendo um deles em Inglês, 8o colocado no Hollywood Screenplay Competition, competição anual de roteiristas amadores em Los Angeles, EUA... Não tinha jeito. Faltava atuar e brilhar na telona.
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Cinco anos depois, o filme Velório em Família, da cineasta argentina Rosário Boyer, primeiro de uma futura série de películas com a participação dessa premiada atriz; fora exibido em caráter de avant-premiere no Cine Lapa (rua do Resende, 80), e foi um sucesso de público e crítica. Com direito até a paparazzi e disputadas entrevistas, essa meia década de estrada que separava o fim das filmagens de sua primeira exibição na noite de 28/Maio não foram "mornos". Nesse períodos, a atriz e a cineasta lançaram juntas o livro de mesmo título, onde publicaram os contos da família Costa Pães, que deram origem ao roteiro. Além disso, festivais nacionais e internacionais (com os de Cuba e Hungria) tiveram o privilégio de ver, e premiar com menções honrosas, a película que se orgulha de ser o primeiro Dogma 95 filmado no Brasil. Dogma é um conjunto de 10 regras surgidas a partir de um movimento cinematográfico internacional, um manifesto que tomou as ruas de Copenhague, na Dinamarca, em 13 de Março de 1995, pela criação de um cinema mais realista e menos comercial.
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A dupla e o restante do elenco tinham muitas conquistas, mas ainda faltava o principal. E o momento mais aguardado, que já vinha por si carregado de emoção, ainda teve mais o que fazer chorar sua equipe e seu público... Edgard Romano, diretor, faleceu no ano passado vítima de câncer, mas não fora esquecido no evento. O ator Rodrigo Gallo lhe rendeu uma bela homenagem, e surpreendeu a todos ao levar a foto do artista para que sua imagem estivesse totalmente presente em cada registro. "Foi indescritível ver a foto dele numa poltrona, ao lado de um buquê de flores, assistindo ao filme que ele ajudou muito a fazer nascer; e ainda saindo nas fotos com o restante do elenco. Bela e merecida homenagem", declarou, emocionada. E este episódio fez Rosário, em seu discurso de abertura, se lembrar de seu drama pessoal à época das filmagens, com a doença e morte do irmão, vítima da mesma doença do amigo e diretor. Não houve como segurar as lágrimas.
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Mas apesar das tristezas, o que marcou foi mesmo a alegria de todos, a sensação de dever cumprido, a recompensa pelo trabalho duro... Após a exibição, rumo ao Forte de Copacabana para uma comemoração regada à canja de mulatas e bateria de escola de samba, que animavam o local no lançamento de mais um filme, desta vez da distribuidora Fox Films do Brasil.
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Velório em Família será distribuído pela StormFilms, mas sua data de estreia nacional ainda não está marcada. Aguardemos, então, o filme que fará história como produção independente. Enquanto isso, deliciem-se com as imagens, que falam por si.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Você é o que você come


Eu só tenho um vício, de fato e de vontade: COMER. Mas como vício sempre foi visto como coisa ruim, decidi fazer do meu um benefício... Eu como BEM, como comida SAUDÁVEL, com baixo teor de gordura saturada e açucar e rica em nutrientes; e pratico exercício físico - este por obrigação mesmo, não há prazer algum na coisa... Mas, ao contrário do que possa parecer, nunca aboli as guloseimas, só que elas ocupam no máximo 5% da minha dieta. Não sou nada radical, tipo "natureba chata", apesar de pegar nos pés dos meus pais, tia e irmã para que mudem totalmente suas dietas. Mas acho que os oceanos secarão e o inferno congelará antes de isso acontecer... Eu assisto sempre que posso ao programa Você é o que você come, que passa no canal a cabo GNT, e recomendo totalmente. Me impressiona ver como as pessoas ao invés de se alimentarem, se intoxicam. É um suicídio lento. Meu tio, médico, uma vez disse a sábia frase "o mundo se divide em 2 grupos: os que não comem, e os que comem muito mal". É realmente preocupante, um problema de saúde pública mundial... Ser saudável é fácil, e, diferentemente do que possa parecer, não é caro! O problema é que as pessoas preferem pagar quase 20 reais num combo do Mc Donald´s a pagar até menos que isso em um self-service e fazer uma refeição equilibrada. É mesmo questão de escolha, hábito e consciência.

Segue abaixo uma lista dos meus mais deliciosos vícios.

Beijos,

D.

SORVETE DE IOGURTE CONGELADO (Frozen Yogurt):
**Iogurte misto de chá verde com muuuito morango e farofa de nozes - YOGOBERRY (Pier 21; Conjunto Nacional)
**Iogurte de chocolate belga com muuuito morango e calda de amora sob waffle integral - YOGGI (Shopping da Gávea; Shopping Leblon; ParkShopping)
**Iogurte misto de frutas vermelhas com muuuito morango e castanha triturada - YOGOBLUE (Gilberto Salomão)
**Iogurte misto de amarena com muuuito morango e ovomaltine - YOFORIA (Pátio Brasil Shopping)

PIZZAS:
**Seleção de Cogumelos com Catupiry - LA FORTUNATA (QI 9 lago Sul; 109 Norte)
**1/2 Margherita, 1/2 peito de peru com abacaxi - PIZZA CEZAR (QI 17 lago Sul; Shopping Quê, Águas Claras)
**Alho torrado - LA MAMMA (Leblon, Rio de Janeiro)

SANDUICHES:
**Salmão Defumado com Salada e Cream Cheese - MARIETA'S (Conjunto Nacional; ParkShopping; 316Norte)
**Panini de queijo, orégano e pasta de tomate seco - CASA DO PÃO DE QUEIJO (Aeroporto de Brasília, ParkShopping, Brasília Shopping)
**Carne, queijo cheddar, rúcula, cebola roxa, tomate com molhos de cebola agridoce e barbecue num pão três queijos - SUBWAY (em cada esquina)

PASTÉIS:
**Palmito com Catupiry - UNIVERSIDADE DO PASTEL (Feira do Guará)
**Pastel de sonho de Valsa - PASTEL MIX (107 Sul)
**Pastel de ricota com espinafre em massa integral - PANIFICADORA BELLINI (113 sul)

CREPES:
**Shitake com catupiry - CREP AU CHOCOLAT (110 sul; 109 norte)
**Da Narue (morango, chocolate, sorvete de creme e castanha) - CREP AU CHOCOLAT (110 sul; 109 norte)
**Salmão defumado com cream cheese e alcaparras - CREPERIA C'EST CI BON (408 sul)

WRAPS E SALADAS:
**Wrap de Roast Beef - SALAD CREATION (ParkShopping)
**Salada Mix Brasil - SALAD CREATION (ParkShopping)
**Wrap Caiapó com tomate seco, maionese light, frango, alface, milho e ervilha - TOCA DO AÇAÍ (Shopping Quê, Águas Claras)

MASSAS:
**Ravioli de picanha com molho funghi - SPOLETO (ParkShopping)
**Fusili integral com molho branco, palmito e champignon - SPOLETO (ParkShopping)
**Gnocchi de batata baroa ao molho de tomate com manjericão - PEPERONCINO ROTISSERIA (405 sul)

CULINÁRIA MEXICANA:
**Quesadilla de Filé Mignon - TACOPEP (Águas Claras)
**Tacos el paso, de milho crocante recheados de frijoles refritos, queijo, carne ou frango, alface, tomate, guacamole e sour cream. - EL PASO TEXAS (Terraço Shopping; 404 sul)

CULINÁRIA JAPONESA:
**Salmão flambado no maçarico a gás recheado de arroz, cream cheese, camarão, coberto de molho teriaki, cebolinha, e acompanhado de palha de alho poró, e de sobremesa um brownie com sorvete - SENSEI TEMAKI (Águas Claras)
**Shimeji no abacaxi - SUMÔ LOUNGE BAR (204 sul)
**Harumaki de Camarão com Catupiry - SENSEI TEMAKI (Águas Claras)
**Gyoza - Miê Japa food (QI 27, cj. 19, casa 21)

PFs:
**Picanha Josefina acompanhada de batatas noisette, risoto de shitake e ceasar salad e suco de laranja - BONAPARTE RESTAURANTE (Shopping Águas Claras)
**Frango Kiev acompanhado de legumes ao vapor, purê de mandioquinha e salada com tomate seco com chá gelado de pêssego - BONAPARTE RESTAURANTE (Shopping Águas Claras)
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BATATAS:
**Batata Inglesa com peito de frango ao creme e manteiga com ervas - BATATA INGLESA (Conjunto Nacional; Shopping Leblon; Shopping da Gávea)
**Batata Rostie de Champignon - BATATA BELUGA (Shopping da Gávea)
**Batata Pringles - PRINGLES (melhores supermercados)
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DIVERSOS:
**Tapioca de carne seca, catupiry e manteiga de garrafa - PANIFICADORA HOLLYWOOD (Águas Claras; Núcleo Bandeirantes)
**Empada de Frango com Cheddar na massa integral - EMPADA CARIOCA (Shopping Águas Claras; Rua Jardim Botânico)
**Mate gelado com Pão de Queijo saindo do forno- REI DO MATE (Leblon, Rio de Janeiro)
**Torta de Palmito com Catupiry - SADIA (melhores supermercados)
**Nuggets de Cenoura da Turma da Mônica - SADIA (melhores supermercados)
**Hot Pocket de Palmito e de Presunto - SADIA (melhores supermercados)
**Calzone de Palmito na massa integral - MINI CALZONE (Brasília Shopping, Taguatinga Shopping)
**Torta Merengue com Morango - TORTERIA DE LORENZA (102 sul; Shopping Águas Claras)
**Petit Gateau de chocolate meio amargo com Sorvete de Frutas **Vermelhas - GUGU´SAM (Águas Claras)
**Doritos, Cebolitos e Cheetos Requeijão - ELMA CHIPS (melhores supermercados)
**Bombom Cristal São Paulo - KOPPENHAGEN (ParkShopping)
Trufa de Limão - CACAU SHOW (Shopping Quê, Águas Claras)
Sorvete de cookies ao vinho do porto - GELATERIA PARMALAT (108 sul; Shopping Manaíra, João Pessoa; Shopping Via Park, Rio de Janeiro)
Sorvete Negresco - NESTLÉ (melhores supermercados)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Parabêns pra você, nessa data querida,
muitas felicidades a quem me recebeu pra vida...




Nasci na cidade que meu avô ajudou a nascer, e, ironicamente, por anos a fio a detestei. Queria me mudar daqui, e mudei! De cidade, de país, mas principalmente de opinião... EUA, Rio de Janeiro, João Pessoa, Chile... Até que aprendi a mais valiosa das lições: a casa da gente é sempre o melhor lugar do mundo. Voltei! E nunca me senti tão dentro, como se jamais ausente; e nunca aqui fui tão feliz - aliás, aqui ou em lugar algum. Na tenra infância, avós, pais e tios contavam histórias de bastidores, do planejamento à execução. Dilermando Reis, César Prates, Bernardo Sayão e Juscelino Kubitschek: nomes tão corriqueiros nas rodas de samba e serenatas que mais pareciam todos parentes, uma só família... Belém-Brasília, Catetinho, Catedral, Candangolândia: fotos e mais fotos registravam estes que eram para seus criadores emoções à parte. Era como construir seus próprios parques de diversão. Era um orgulho diferente, esse tal "orgulho candango". E o "orgulho brasiliense" também é. Orgulho adquirido... Estou numa fase plena, amadurecendo e crescendo junto com a minha cidade, e aprendendo a amá-la e respeitá-la (exaltá-la e defendê-la) cada dia mais, até que nem a morte nos separe, pois pretendo não sair daqui nem assim... Mas ao mesmo tempo que meu retorno me fez tão feliz, não dá pra negar a tristeza quando o assunto é Política. Às vésperas de seus 50 anos, 4 governadores, mais de 40 ladrões desmascarados, e a festa planejada pensava em coisas nada candangas, nada brasilienses, quase nada brasileiras: Paul McCartney, Madonna, Calipso e Aviões do Forro (Santo Deus!). Por fim, parada Disney abre o dia, e um monte de "tapa-buracos" escolhidos de última hora embalarão milhares na Esplanada. Mas festa tem de haver, ainda que suas atrações não sejam lá as mais indicadas para representar essa jovem cinquentona que é berço de tantas bandas e músicos, que estranhamente não vão tocar na capital. Mas festa tem de haver, pois quem canta seus males espanta... Tão bom seria se espantasse mesmo o maior de todos: corrupção. Nascida de um ato político - apesar de Dom Bosco levar a fama -, em sua meia idade só tem mesmo essa mancha na história, essa ruga na cara. De resto, é dona do céu mais espetacular, é uma Amazônia de Ipês Amarelos, é exemplo de "artetetura" moderna, patrimônio cultural da humanidade; de respeito ao pedestre, de resistência à baixa umidade relativa do ar... Juscelino com certeza está triste com as manchetes, deve ter virado de bruços no caixão pra não ver mais nada... Mas tem de haver festa. Há o que comemorar... Normalmente, sou de mais palavras. Mas quanto maior o amor, menos letras se fazem necessárias. Te amo, Brasília. E não serão seus frutos podres que te definirão. Aqui não é casa de bandido, como se ouve lá fora (de onde, diga-se de passagem, vem a imensa maioria deles). Aqui é minha casa, da minha família, e de tantos amigos. Aqui será a casa dos meus filhos, e dos filhos dos meus amigos. Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades a quem me recebeu pra vida!!!

terça-feira, 30 de março de 2010

Com AMOR, todo sonho é possível...



No cimema, a classificação do gênero do filme, no meu entendimento, traz uma falha grosseira. Como podem chamar de "Drama" obras que na verdade deveriam ser chamadas de "Perfeição" (ou ainda por seu codinome "Amor Incondicional")??? Se te faz chorar, é "Drama", simplesmente? Independe da emoção? Se te angustia e te entristece, é "Drama"; agora se te faz renovar a fé na humanidade, é "Perfeição". Qual a dificuldade desse povo em entender isso?

Quem me conhece sabe que sou uma fã incondicional (quase totalmente tarada) da Sandra Bullock. Tenho comigo quase completa sua filmografia. Mas, apesar de reconhecê-la como uma atriz altamente talentosa, sempre critiquei seu dedo podre para escolher roteiros. Raramente uma boa história vinha junto a suas grandes interpretações. Mas, desde Miss Simpatia a coisa começou a mudar um pouco. "Cálculo Mortal", e ainda os excelentes "A Casa do Lago", e "Premonição". Até que, por fim, Sandra atingiu a "Perfeição". Nunca uma interpretação tão brilhante sua veio acompanhada de um roteiro tão lindo, tão profundo, indefectível. Oscar de melhor atriz merecidíssimo. Oscar de melhor filme erroneamente perdido.

"Um sonho possível" é uma história real. Anne Leigh é uma milionária que, juntamente à toda a família, abriga em sua mansão um rapaz negro, sem teto, numa noite gelada de inverno, e de lá ele só sairia para o alojamento da faculdade, já tido como um dos melhores e mais disputados jogadores de futebol americano. Big Mike é filho de uma mulher viciada em crack, e, desde que fora tirado dela pelas autoridades, vivia entre lares provisórios e as ruas até ter seu destino radicalmente mudado pelo coração de uma corajosa mulher, que não deu a mínima para o que a alta sociedade falaria a respeito de sua sanidade mental.

No andar da carruagem, não dá pra saber o que é mais "Perfeição" nessa história. Cenas que em qualquer outro contexto seriam banais, nesta te levam às lágrimas, sem controle. Ver que não apenas na ficção as pessoas podem ser exemplos de pura e extrema bondade, de amor incondicional por um estranho que poderia até representar um risco enorme a eles; comove muito mais. Ver que a verdadeira riqueza de uma pessoa não está nos bancos, mas sim dentro dela mesma, nos faz, como disse, renovar a fé na humanidade.

Essa é a história de grandes pessoas com grandes corações. Uma história que todos deveriam ver, aplaudir e ter como exemplo. Algo que quebra a máxima de que não podemos mudar o mundo... Não podemos sozinhos, mas podemos em conjunto. Cada um pode mudar a vida de um outro, e assim chegará o dia em que as diferenças abissais não mais existirão.

É simples, só não é rápido...

terça-feira, 16 de março de 2010

Julgada como Julgadora


Eu preciso me desprender, o mais "ontem" possível, de certos sentimentos que fazem mal apenas pra mim... Preciso entender que meu conceito de honestidade, lealdade, respeito e consideração pelo próximo são únicos. Ninguém - ou pelo menos quase ninguém - compartilha da minha posição. Por isso, sou julgada como "A julgadora" simplesmente por manifestar minha opinião - e minha revolta - sobre certas atitudes humanas. Eu não busco entender o porquê de me acharem sempre a vilã da história, de verem meu discurso como uma declaração de ciúmes e inveja, e de me atacarem por "ser tão julgadora"; busco apenas aprender a não me deixar machucar por essas palavras e atitudes... Há quem diga que só dói quando há ferida, o que me pôs a pensar se sou mesmo a tal vilã, e por ter horror a ser assim - e não conseguir mudar -, sofro. Mas, honestamente, descobri que sou, sim, a certa da história; e o que machuca, de fato, é saber que sou a única. Não gosto de ser única em nada, principalmente em qualidades. Meus defeitos, todos têm (e adoram apontar em mim como se fossem só meus). Mas minhas qualidades, aparentemente, quase ninguém as tem, talvez por isso mesmo sejam vistas como defeitos (mais uma vez - mas desta vez com razão - descritos como só meus!). Triste não é ter defeitos, ainda que graves. Triste é ter qualidades que, no fim, não servem para melhorar os outros, mas sim para "piorar" você! ... Nos últimos dias, meus pensamentos têm sido só os melhores em relação aos outros; em relação a mim, me deixando de lado, só pra variar. DEUS - O Cara! - sabe bem do que estou falando. Tracei um objetivo que, ao ser alcançado, a que menos se beneficiará será eu. E até ser alcançado, a que mais se sacrificará será eu. Mas eu não reclamo nem do sacrifício, nem muito menos do "meio lucro". O que eu reclamo é do que sou obrigada a ouvir... Reclamo é da ingratidão alheia para com a vida. É da ideia que a maioria tem de que sua vida é responsabilidade dos outros, que sua felicidade depende dos outros, que suas raivas e frustrações são para serem arremessadas em cima dos outros. E num mundo de livre expressão de ideias, a minha "não-gostância" é vista como julgamento - e dos mais injustos, diga-se de passagem! Então, eu não posso achar errado, nem muito menos verbalizar o que acho, independentemente de argumentação, porque "não tenho o direito de julgar ninguém"! E o direito que os outros têm de me julgar como julgadora, fica onde nessa história toda? Eles podem, mas eu, não??? Pareço até uma anti-Promotora que, ao processar o réu, desperta é a piedade do Tribunal do Júri para com ele, bem como sua ira para cima dela. Enquanto a moda do momento é a intolerância à lactose, minha moda sempre foi a intolerância à injustiça. Uma pena que isso não me faça capaz de acabar com ela, só de, pelo visto, cometer outras tantas... Para intolerância à lactose, há leite de soja; já para intolerância à injustiça, não há sequer liberdade de expressão. Descobri a existência da intolerância a intolerantes à injustiça, bem como o totalmente intolerante a intolerantes a intolerantes à injustiça. Estou triste, sobretudo com muita raiva. E, só para variar um pouco, sou a única incomodada e sofrendo com isso. Portanto, sintam-se à vontade para me julgar como IDIOTA! Porque esse julgamento, sim, eu mereço!

sexta-feira, 5 de março de 2010

JUST HIT THE F...ing BUTTON
(aperte o botão do F...-se)


Para hoje - e para todo o sempre - em especial neste dia internacional da mulher,
um recado curto e grosso:

SEJA PRAGMÁTICA E IGNORE TUDO O MAIS QUE TE DESVIAR DO SEU CAMINHO!!!


Bjs,


D.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O MELHOR CARRO DO MUNDO
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(razões pelas quais Dudatriz NÃO terá um carro próprio tão cedo em sua vida)
***

Desde que comecei a trabalhar em 2 lugares e ainda dar minhas aulas, a coisa que mais ouço dos outros é "já já você vai comprar seu carro"...
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Quem foi que disse que eu quero ter um carro???
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Muito pelo contrário. Carro, pra mim, só se for táxi. Este, sim, é o melhor carro do mundo. Por quê? Acompanhe meu raciocínio...
*
* Um táxi não te livra de enfrentar o trânsito caótico, porém, você não precisa enfrentá-lo dirigindo (o que o torna infinitamente pior);
* Você não gasta com gasolina, IPVA, seguros (regular e obrigatório), e manutenção em geral (simples calibragem de pneus, troca de óleos, balanceamento, etc);
* Um táxi não te faz um refém da máquina de arrecadação do Detran e suas mil taxas, multas, e etc;
* Não fica louco atrás de vaga, e, sem achar, precisa inventar uma maneira de dobrar o dito cujo e enfiá-lo no bolso;
* Não fica horas a fio nas filas dos lava a jato - o que também contribui pra economia de água no planeta.
* Igualmente pensando no meio-ambiente, não contribui com MAIS UM veículo de poluição do ar, e se sente menos culpado pelo aquecimento global.
* Não precisa se preocupar com a LEI SECA quando estiver bebendo com amigos no bar, ou num casamento, ou aniversário...
* Se livra da "obrigação" de dar trocado para os flanelinhas, pra que na volta você não tenha uma desagradável surpresa (que implicará em prejuízos, sempre, pois um carro, a não ser que seja um táxi, jamais te dará lucro).
* E ainda ajuda um profissional liberal que depende exclusivamente de você para pagar suas contas. Bom pra ambas as partes...
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Sempre andei muito bem de ônibus e metrô, e, quando não dava mesmo para chegar onde eu queria por esses meios, eu chamava um táxi. Mesmo nunca tendo tido um carro na vida, sei que para o bolso sai muito mais em conta - mesmo em Brasília, onde a corrida não é barata. Mas em cidades como Rio, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, só vejo vantagens nisso.
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Se eu ganhasse um carro hoje, venderia, aplicaria o dinheiro, e aí, sim, que só iria andar de táxi na vida. Adotaria um taxista.
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Um homem pra chamar de "James", mesmo que seja "Alceu"...

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Aproveitem que o ano acabou de começar, que vocês ainda têm fresco na memória o quanto seu carro te custou no mês passado (e têm uma idéia de quanto ele custará pelos próximos meses), e façam um teste simples: coloquem na ponta do lápis tudo que de fato gastaram com ele (contem até os trocados dos flanelinhas) em Janeiro e Fevereiro, e passem Março e Abril usando Metrô/Ônibus para o trabalho; e para todo o resto, andem de táxi. No mínimo vocês vão ficar no "seis por meia dúzia" (embora seja muito difícil), mas terão aproveitado todas as vantagens que citei acima.
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Quem topa o desafio? Só não esqueça de me contar depois...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

... Porque o trabalho dignifica o homem!!!



2010 será (ou melhor, já está sendo) um ano de muito trabalho e estudo. Em 2009 finalmente fiz a transição da "dependência financeira total" para a "independência financeira relativa". Agora é a hora e a vez da transição definitiva para a "INdependência financeira total". Até o presente momento, trabalho para o IBGE, para a temakeria Sensei, e aos sábados dou aula particular de Inglês. Além de nas poucas horas vagas, estudar muito para "O" concurso dos Correios. Nível Superior, carreira de revisor de texto. E ainda sobra, acreditem, um tempinho para escrever, sair com os amigos, e organizar/finalizar projetos literários para publicação em no máximo 2 meses... UFF!!! Cansa só de falar, mas pergunta se estou desesperada e/ou arrependida? Ao contrário. Nunca fui tão feliz, também nunca emagreci tanto e em tão pouco tempo (4kg em 20 dias), e nunca consegui - apesar de toda a agitação da agenda - estar tão tranquila e pacífica. Parece que toda a minha ansiedade foi pro vinagre. Eu agora dou tempo ao tempo, pois, se antes eu só planejava, agora tenho toda a condição de concretizar esses planos, então, vou seguindo adiante nessa certeza. Isso vem da sensação de ser útil, de produzir. Não há nada que nos faça mais merecedores e dignos de qualquer coisa no mundo que o TRABALHO. Ele só não mata ninguém como fortalece. Por isso mesmo que a sabedoria popular há séculos já diz que "o trabalho dignifica o homem", e "o que não te mata, te fortalece"... E um grande poeta já disse "tudo vale a pena quando a alma não é pequena", e eu, uma humilde poeta da rotina, digo que "tudo vale a pena para a conta bancária não ser pequena" (risos).

Até mais, se Deus quiser...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

"Meu mundo está fechado pra visitação"

Danni Carlos

*

(e por tempo indeterminado)

*

Eu só queria ser burra,
Feia, chata, sem-vergonha,
Não dar descarga, fumar maconha,
Roubar de cegos, furar filas, pneus...
Eu só queria ter todos os problemas seus!!!

Eu só queria perder a voz,
Esquecer todos os fonemas,
Trocar de nome, vender meu telefone,
Correr nua em dia de chuva na Av. Brasil...
Eu só queria morrer com tiro de fuzil!!!

Eu só queria saber resolver tudo
E ao mesmo tempo não prestar para nada.
Nunca mais filosofar sobre a merda.
Queria ser louca de pedra, surtar...
Mandar pro Diabo esse meu poetizar!!!

Eu queria mudar tudo,
Tanto e tão completamente,
Até me tornar ordinariamente comum...
Até ver a verdade naquele que mente!!!

Eu queria mesmo matar alguém por ciúme,
Raspar a cabeça, tatuar todo o corpo
Com cinzas de charuto e lenha de seringueira...
Eu queria ser uma guerreira!!!

Eu só queria ser o recreio antes da sua vida,
A aventura antes da sua viagem...
E não aparecer na sua frente
Estando só de passagem!!!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO 2010


Obrigada, 2009:
+ 2 sobrinhos - Paulo e Sofia;
+ 4 irmãos - Daniel, Camila, Gugu e Letícia;
2 mães e 2 pais;
2 meses em Santiago do Chile;
Casamento de Lucas e Aline;
Brasília;
IBGE;
Livro infantil ilustrado;
Homenagem na Bienal de Poesia do Sebo Cultural de João Pessoa;
E que venha 2010:
Perda de peso;
Receber o que me devem;
Concurso dos Correios;
Músicas, livros e filmes;
Muito $ no bolso;
Saúde pra dar e vender...

Desejo a todos o melhor ano de nossas vidas!!!!!!!!!!!!!!!!
Bjs, e obrigada pela audiência.

sábado, 5 de dezembro de 2009

ARENA DE GLADIADORES
O Mensalão do DEM de Brasília

*


Eu sei que os que leem agora este artigo não eram nascidos nos tempos da Roma antiga, e jamais estiveram numa arena de gladiadores, mas, graças a Hollywood e Russell Crowe, todos nós sabemos bem o que ela era. Mas será que sabemos o que representava e quem eram os verdadeiros criadores, e responsáveis, por ela? Ou melhor, será que ela é coisa do passado, ou está aí até hoje, mas com outra cara e novas características? Para responder isso, primeiro um apanhado histórico...

*

Arena era o lugar onde combatiam os gladiadores, os clérigos do Deus da Guerra, os cavaleiros, os escravos querendo a liberdade, os magos-guerreiros, bem como os assassinos e mercenários. Eram combates que não necessariamente levavam à morte, por serem apenas um jogo. Isso mesmo, um jogo. As arenas existiam principalmente para distrair e divertir os pobres, e fazê-los esquecerem de suas vidas sem sentido. É o marco da "política do pão e circo". Um rei preocupava-se em alimentar e entreter sua população, e ela não tinha porque se rebelar. Eram um campo de batalhas inesquecíveis e imperdíveis. A única coisa que transformava Reis e plebeus em semelhantes. Igualava a todos numa mesma ansiedade em assistir ao combate, num mesmo ideal: ver a vitória de um, que significava, obrigatoriamente, a desgraça do outro. É um local de decisão de destinos, vidas. Que vença o mais forte, e este será, pra sempre, respeitado. Uma arena não existe sem duelos, e para o guerreiro ali dentro, só a própria sobrevivência interessa. E para isso, vale tudo, usar todas as armas - bastão, espada, machados, ferros e lanças; além de equipamentos de apoio, tais como cavalos e bigas (taí, parando e pensando agora, seria BIGA a verdadeira origem da palavra BRIGA?). Dentro de uma arena, sempre há o guerreiro favorito, que, em geral, é o que sempre ganha. Mas isso, embora pareça, nunca foi um jogo de cartas marcadas. Sempre havia surpresas, como surgir um guerreiro poderoso, quase místico. É aquele que dava a sorte de ter imunidade a doenças e um corpo fechado, por isso, independente do tamanho do feitiço do mago, nada o atingiria. Ele podia ter uma empatia grande com os animais e, assim, acalmar as feras que poderiam devorá-lo, fazendo delas um poderoso aliado. Ou ainda ter um sentido tão aguçado e uma boa mira que poderia fazê-lo desviar dos ataques contra si e ser certeiro, fatal nos golpes contra seu algoz. Mas estes guerreiros, todos sabem, não surgiam do nada. Começaram como escudeiros, cuidadores de animais, mulheres que sempre tentaram mostrar sua capacidade igual, ou superior, de combate; déspotas conhecidos do grande público que queriam de vez provar uma superioridade, ou até mesmo "peixes pequenos" que julgavam não terem nada a perder.
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Bem, estamos falando da idade média, mas, alguma semelhança com o cenário político dos séculos XX e XXI? De saída, em verdade já vos digo que muita coisa mudou, mas sua essência continua exatamente a mesma: as lutas jamais representaram a nossa vontade, e os resultados finais sempre independeram de nossas ações. E das tantas mudanças, uma só bastou para redesenhar esse cenário... Nas arenas de antes, o poder público era apenas público, espectador; enquanto hoje, é chamado para a luta. Hoje, gladiadores não são apenas inimigos entre si, mas principalmente nossos inimigos comuns. E aqui não há surpresas. Não há um guerreiro entre nós que surja do nada e seja imune a eles; que saiba se esquivar de seus golpes e derrotá-los ao fim. Na arena que criamos, ou a gente não permite que os gladiadores entrem nelas, ou seremos sempre a parte derrotada. Antes, a gente pagava pra ver as lutas e vibrava com os resultados. Hoje, assinamos um pay-per-view do ultimate fighting championship das TVs Câmara/Senado e não gostamos nada de ver os gladiadores saindo, todos, vivos e apertando as mãos dos - até segundos atrás - inimigos. Os gladiadores de hoje brigam por propinas, pra ver quem desvia mais verba, pra ver quem escapa dos impeachments e volta às arenas tempos mais tarde, com aval e total apoio do público, que lhes dá votos - de entrada e de confiança - para que nos criem uma batalha difícil, inglória, e, porque não dizer, inútil. As lutas entre eles hoje são detalhes. Fortes e violentas, mesmo, são os golpes deles contra nós.
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O primeiro Mensalão, o do PT, revelou vários gladiadores. Um foi responsabilizado como "o grande vilão, culpado de tudo", dois foram derrotados, e os demais fugiram da arena para não terem o mesmo destino. Destes, 90% foi simplesmente devolvido para a mesma arena, se tornando, claro, mais fortes e, numa ingratidão tamanha, continuaram a ser os nossos maiores adversários. Com um exemplo desses, vindo da maior categoria de gladiadores, por quê outros, de categoria um pouco inferior, não se arriscariam??? Se presidente, deputados federais, e senadores podem, por quê um governador, deputados distritais e assessores também não poderiam??? E por quê há quem pense que o resultado final desta luta será diferente? Alguns até poderão ser derrotados entre si, mas a imensa maioria vai fugir da arena, para, dentro de alguns anos, nós mesmos os colocarmos de volta e recebermos o golpe final. Esses protestos - velas acesas com mensagens de "fora!", invasões da arena, panetones grátis para o público - são apenas barulhos, gritos da torcida. É só mais uma luta em uma arena. Não foi a primeira, e nem será a última. Enquanto a gente insistir em enchê-las de leões, seremos sempre as carnes devoradas (sabor pizza, panetone, ou seja qual for)... Nem nessa, nem em nenhuma outra batalha, haverá folha de Arruda o bastante para acalmar tantos nervos e espantar tantos maus espíritos...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"DESISTIR DA VIDA"

É com dor no coração que faço essa crítica. Sou verdadeiramente fã de Manoel Carlos e seus folhetins, mas dessa vez não sei o que houve, mas meu querido Maneco errou na mão. 'Viver a Vida' parece que ainda não disse a que veio, mesmo com o prometido acidente/enredo base da história já presente. Todas as novelas dele superam expectativas. Seus anúncios antes da estréia já causam alvoroço. E os primeiros capítulo, então?! São de causar "frisson". Em 'Viver a Vida', a primeira Helena negra e de 30 anos já prometia. Seria um "a mais" para levantar a história, pois as quarentonas de classe média alta anteriores já estavam mesmo meio batidas. Mas a Helena de Taís Araújo esta mais para uma coadjuvante do que para protagonista, heroína. Pensei que se eu, que como atriz e escritora há anos sonho em trabalhar com esse titã da teledramaturgia, não estava nada empolgada com a novela, o que estariam pensando os reles mortais?! O pior! O público pede a morte de Helena - justo dela - e o Ministério Público começa a ameaçar tirar do ar a atriz mirim Klara Castanho, a Rafaela, filha da personagem Dora, vivida por Giovanna Antonelli. Isso porque a criança está descrita e planejada para ser perversa e levará a mãe na aba de suas tramóias - mas, vamos combinar que a mãe também está longe de ser um bom exemplo para a menina. E o MP não aceita ver uma criança de má índole sendo mostrada em horário nobre como exemplo (embora eu pense que sejam poucas as crianças dessa idade que de fato estarão assistindo a novela e se influenciando, mas a queixa é válida). Até agora, todos os diálogos apresentados são fracos, sem metade da profundidade a qual estamos acostumados a receber do autor. Cenas longas que, ao espremer, não sai nada. Um exagero de paisagens - ainda que sejam paisagens exuberantes - que chegam a levar quase uma musica inteira. Isso é novela ou uma seção de clipes da MTV? As personagens de Alinne Moraes e Bárbara Paz são ao mesmo tempo que o ponto alto da trama, o mais irritante. Suas personagens beiram o insuportável (mérito para as atrizes e suas atuações estrelares). Além disso, outras grandes estrelas estão desperdiçadas em papéis rasos, como Lília Cabral e Natália do Valle. Pelo menos Matheus Solano, que interpreta os gêmeos, aparece como a tábua de salvação da novela. A atuação do ator é tão exemplar que os gêmeos chegam a parecer fisicamente diferentes. Mas sua escalação para o papel, infelizmente, não foi uma regra, mas a exceção. Daniele Suzuki e Max Fercondini nem cara de adulto têm, quanto mais de médico. Não convencem de jeito nenhum. Chega beirar o ridículo, o canastrão mesmo. Nenhum dos núcleos mostra estar perto de se aprofundar, quando já não é sem tempo de estarem mais que definidos. Helena, por exemplo, não mostra nenhum de seus lados com mais ênfase. A personagem de Camila Morgado, a jornalista de economia, do primeiro capitulo que apareceu até o anterior ao seu desaparecimento súbito, era um tapa buraco dos mais clichês. Essa coisa do "também morro de tesão por você, então vamos transar feito coelhos debaixo do nariz da sua mulher sem que ela nem desconfie" já deu o que tinha que dar. Esse tipo de infidelidade já não "a trai" mais. Tudo é bastante superficial por todos os lados, principalmente no meio dos protagonistas. A impressão que dá é que alguém resolveu fazer um reality show da vida de algumas famílias, filmando suas rotinas, mostrando suas visões de mundo e opiniões, mas escolheram as famílias mais "sem sal" do planeta. A novela dá sono, cansa, enrola como se estivesse já no final. Foram quase 15 capítulos na viagem até o acidente enfim acontecer. Ou seja, há pelo menos meio mês que vemos, incessantemente, Helena se debulhando em lágrimas - com o ápice no capítulo de 16/nov, quando ela se ajoelhou diante de Thereza pedindo perdão, e levando uma bofetada. Sei que uma novela de Manoel Carlos não sairá do ar antes do previsto por estar com IBOPE bem mais baixo que o normal, mas é bom que sofra rapidamente uma mudança de, no mínimo, 180 graus, para ao menos se parecer com uma obra Manequinesca. Por hora, penso apenas que se a Helena fosse na verdade a Luciana, a coisa faria mais sentido...

domingo, 15 de novembro de 2009

"Diga-me o que vestes, que te direis quem és,
e se devou o não andar ao seu lado..."
Nos últimos dias, dois fatos se destacaram na mídia, mas somente um foi levado a fundo, enquanto o outro já caiu no esquecimento. Como sempre, por aqui, o que deveria ser discutido é o que se esqueceu, e vice-versa.

Caetano Veloso esbravejou contra o Presidente Lula, chamando-o de "analfabeto", e dizendo que ele é "uma vergonha para o país". Na hora, me perguntei 2 coisas: 1a - será que um letrado do nível de Caetano até hoje não sabe o significado da palavra "analfabeto"? 2a - será que um letrado do nível de Caetano acha que os analfabetos assim são por opção de vida, e, por isso, devem ser xingados e taxados de "vergonha" ? Lamentável ver que alguém que teve oportunidades na vida não seja capaz de reconhecer que os demais abaixo dele só estão ali porque não tiveram as mesmas oportunidades. Lamentável ver o preconceito puro - com pedigree - de um letrado, sua ira por estar sendo governado por alguém que, mesmo com muito menos oportunidades que ele, chegou bem mais alto, onde ele nunca esteve nem perto.

A declaração de Caetano, essa sim, deveria ter ganho a mídia maciçamente, e não o caso da estudante do vestido inadequado. Mas chamar o Presidente da República de analfabeto, isso não é tão grave. Grave mesmo é ridicularizar uma coitadinha de uma estudante universitária que não concorda com uma regra, não acha que deva seguí-la, e como principal argumento para essa transgressão manda o velho equivoco semântico: "vivo numa DEMOCRACIA". Assim sendo, vamos ao esclarecimento do século: DEMOCRACIA não tem nada a ver com liberdade total, oba-oba, passe livre pra agirmos como bem quisermos. DEMOCRACIA não é bagunça! Significa "governo do povo", onde a maioria dita as regras. Isso mesmo, regras. Todo e qualquer governo, em todo e qualquer lugar, as tem. E até podem ser contestadas, discutidas, mudadas, mas enquanto vigorarem, são para serem seguidas. DEMOCRACIA não é a desculpa perfeita para agirmos conforme nossa própria vontade.

Uma das regras que a sociedade criou é justamente o "vestir-se". A vestimenta é um traço social claro, algo que rotula, que separa em grupos, define a origem e o destino, o cargo, a função. A roupa diz praticamente tudo sobre nós. Uniformes não foram criados à toa. E uniformes têm significado único. Médico, Polícia, Jóquei, Bombeiro, Salva-Vida, Aeromoça, Prostituta... "Diga-me o que vestes, que te direi quem és, e se devo ou não andar ao seu lado"...

Todo mundo sabe que numa igreja não se entra com decotes, ou de biquini; que não se usa terno e gravata num clube, que não se usa saia justa e salto alto numa academia de ginástica, e que não se vai à aula de piano com aparato de mergulho. Alguns desses casos são por pura lógica; outras, por convenção; e outras, por questão de ordem. Da mesma forma não se usa roupas provocantes em uma instituição de ensino, e vir depois dizer que não compreende a reação dos demais, chamando-os de hipócritas. Hipócritas? Só vi esta moça vestida-pra-matar, e não os que a apedrejavam de palavras duras. Se essa moça tentasse entrar em um Fórum com o mesmo vestido, seria barrada, mesmo vivendo em uma democracia. Se tentasse entrar em uma igreja, seria repreendida, e talvez até barrada, mesmo vivendo em uma democracia. Se tentasse entrar em inúmeras repartições públicas brasileiras, perigo não ter a chance de chegar nem à recepção para mostrar seus documentos, mesmo vivendo em uma democracia.

No programa Altas Horas, a jovem só fazia reclamar, entre jargões batidos que ela mal conseguia repetir tamanha escassez vocabular; que fora humilhada e discriminada. Engraçado que, por ninguém, ela foi chamada de "analfabeta", mesmo não conseguindo falar uma única frase sem cometer erros gramaticais gritantes que provavam que ela não deve ler um gibi sequer. Os alunos da faculdade e mais a platéia do programa discordavam de sua postura, a criticavam muito, mas quanto mais o faziam, mais davam a ela o que ela tanto queria: atenção e exposição. Afinal, se ela não quisesse se expor, estaria "uniformizada" em vez de se destacar da multidão. Ela sabia que causaria polêmica. Desde o episódio, foram tantas participações em jornais, programas de auditório, convites para revistas masculinas, e, obviamente, comunidades no orkut, twitter e afins. Só me falta fazer anúncio de O.B (sim, pois já que o comprimento daquele vestido mostrava até a cordinha do O.B, por que não aproveitar a onda?).

No fim, deixa eu ver se entendi direito: humilhar e discriminar o Presidente da República, pode; mas humilhar e discriminar uma pobre universitária por vestir-se inadequadamente, é um absurdo, e deve ser discutido à exaustão! É isso mesmo? Porque, se for, tomo pra mim por inteiro parte da fala de Caetano: "é uma vergonha para o país"...