quarta-feira, 21 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010


Quem me conhece sabe que sou uma fã incondicional (quase totalmente tarada) da Sandra Bullock. Tenho comigo quase completa sua filmografia. Mas, apesar de reconhecê-la como uma atriz altamente talentosa, sempre critiquei seu dedo podre para escolher roteiros. Raramente uma boa história vinha junto a suas grandes interpretações. Mas, desde Miss Simpatia a coisa começou a mudar um pouco. "Cálculo Mortal", e ainda os excelentes "A Casa do Lago", e "Premonição". Até que, por fim, Sandra atingiu a "Perfeição". Nunca uma interpretação tão brilhante sua veio acompanhada de um roteiro tão lindo, tão profundo, indefectível. Oscar de melhor atriz merecidíssimo. Oscar de melhor filme erroneamente perdido.
"Um sonho possível" é uma história real. Anne Leigh é uma milionária que, juntamente à toda a família, abriga em sua mansão um rapaz negro, sem teto, numa noite gelada de inverno, e de lá ele só sairia para o alojamento da faculdade, já tido como um dos melhores e mais disputados jogadores de futebol americano. Big Mike é filho de uma mulher viciada em crack, e, desde que fora tirado dela pelas autoridades, vivia entre lares provisórios e as ruas até ter seu destino radicalmente mudado pelo coração de uma corajosa mulher, que não deu a mínima para o que a alta sociedade falaria a respeito de sua sanidade mental.
No andar da carruagem, não dá pra saber o que é mais "Perfeição" nessa história. Cenas que em qualquer outro contexto seriam banais, nesta te levam às lágrimas, sem controle. Ver que não apenas na ficção as pessoas podem ser exemplos de pura e extrema bondade, de amor incondicional por um estranho que poderia até representar um risco enorme a eles; comove muito mais. Ver que a verdadeira riqueza de uma pessoa não está nos bancos, mas sim dentro dela mesma, nos faz, como disse, renovar a fé na humanidade.
Essa é a história de grandes pessoas com grandes corações. Uma história que todos deveriam ver, aplaudir e ter como exemplo. Algo que quebra a máxima de que não podemos mudar o mundo... Não podemos sozinhos, mas podemos em conjunto. Cada um pode mudar a vida de um outro, e assim chegará o dia em que as diferenças abissais não mais existirão.
É simples, só não é rápido...
terça-feira, 16 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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Desde que comecei a trabalhar em 2 lugares e ainda dar minhas aulas, a coisa que mais ouço dos outros é "já já você vai comprar seu carro"...
Quem foi que disse que eu quero ter um carro???
Muito pelo contrário. Carro, pra mim, só se for táxi. Este, sim, é o melhor carro do mundo. Por quê? Acompanhe meu raciocínio...
* Um táxi não te livra de enfrentar o trânsito caótico, porém, você não precisa enfrentá-lo dirigindo (o que o torna infinitamente pior);
* Um táxi não te faz um refém da máquina de arrecadação do Detran e suas mil taxas, multas, e etc;
Sempre andei muito bem de ônibus e metrô, e, quando não dava mesmo para chegar onde eu queria por esses meios, eu chamava um táxi. Mesmo nunca tendo tido um carro na vida, sei que para o bolso sai muito mais em conta - mesmo em Brasília, onde a corrida não é barata. Mas em cidades como Rio, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, só vejo vantagens nisso.
Se eu ganhasse um carro hoje, venderia, aplicaria o dinheiro, e aí, sim, que só iria andar de táxi na vida. Adotaria um taxista.
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Um homem pra chamar de "James", mesmo que seja "Alceu"...
Aproveitem que o ano acabou de começar, que vocês ainda têm fresco na memória o quanto seu carro te custou no mês passado (e têm uma idéia de quanto ele custará pelos próximos meses), e façam um teste simples: coloquem na ponta do lápis tudo que de fato gastaram com ele (contem até os trocados dos flanelinhas) em Janeiro e Fevereiro, e passem Março e Abril usando Metrô/Ônibus para o trabalho; e para todo o resto, andem de táxi. No mínimo vocês vão ficar no "seis por meia dúzia" (embora seja muito difícil), mas terão aproveitado todas as vantagens que citei acima.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Até mais, se Deus quiser...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Danni Carlos
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Feia, chata, sem-vergonha,
Não dar descarga, fumar maconha,
Roubar de cegos, furar filas, pneus...
Eu só queria ter todos os problemas seus!!!
Eu só queria perder a voz,
Esquecer todos os fonemas,
Trocar de nome, vender meu telefone,
Correr nua em dia de chuva na Av. Brasil...
Eu só queria morrer com tiro de fuzil!!!
Eu só queria saber resolver tudo
E ao mesmo tempo não prestar para nada.
Nunca mais filosofar sobre a merda.
Queria ser louca de pedra, surtar...
Mandar pro Diabo esse meu poetizar!!!
Eu queria mudar tudo,
Tanto e tão completamente,
Até me tornar ordinariamente comum...
Até ver a verdade naquele que mente!!!
Eu queria mesmo matar alguém por ciúme,
Raspar a cabeça, tatuar todo o corpo
Com cinzas de charuto e lenha de seringueira...
Eu queria ser uma guerreira!!!
Eu só queria ser o recreio antes da sua vida,
A aventura antes da sua viagem...
E não aparecer na sua frente
Estando só de passagem!!!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Desejo a todos o melhor ano de nossas vidas!!!!!!!!!!!!!!!!
Bjs, e obrigada pela audiência.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Eu sei que os que leem agora este artigo não eram nascidos nos tempos da Roma antiga, e jamais estiveram numa arena de gladiadores, mas, graças a Hollywood e Russell Crowe, todos nós sabemos bem o que ela era. Mas será que sabemos o que representava e quem eram os verdadeiros criadores, e responsáveis, por ela? Ou melhor, será que ela é coisa do passado, ou está aí até hoje, mas com outra cara e novas características? Para responder isso, primeiro um apanhado histórico...
Arena era o lugar onde combatiam os gladiadores, os clérigos do Deus da Guerra, os cavaleiros, os escravos querendo a liberdade, os magos-guerreiros, bem como os assassinos e mercenários. Eram combates que não necessariamente levavam à morte, por serem apenas um jogo. Isso mesmo, um jogo. As arenas existiam principalmente para distrair e divertir os pobres, e fazê-los esquecerem de suas vidas sem sentido. É o marco da "política do pão e circo". Um rei preocupava-se em alimentar e entreter sua população, e ela não tinha porque se rebelar. Eram um campo de batalhas inesquecíveis e imperdíveis. A única coisa que transformava Reis e plebeus em semelhantes. Igualava a todos numa mesma ansiedade em assistir ao combate, num mesmo ideal: ver a vitória de um, que significava, obrigatoriamente, a desgraça do outro. É um local de decisão de destinos, vidas. Que vença o mais forte, e este será, pra sempre, respeitado. Uma arena não existe sem duelos, e para o guerreiro ali dentro, só a própria sobrevivência interessa. E para isso, vale tudo, usar todas as armas - bastão, espada, machados, ferros e lanças; além de equipamentos de apoio, tais como cavalos e bigas (taí, parando e pensando agora, seria BIGA a verdadeira origem da palavra BRIGA?). Dentro de uma arena, sempre há o guerreiro favorito, que, em geral, é o que sempre ganha. Mas isso, embora pareça, nunca foi um jogo de cartas marcadas. Sempre havia surpresas, como surgir um guerreiro poderoso, quase místico. É aquele que dava a sorte de ter imunidade a doenças e um corpo fechado, por isso, independente do tamanho do feitiço do mago, nada o atingiria. Ele podia ter uma empatia grande com os animais e, assim, acalmar as feras que poderiam devorá-lo, fazendo delas um poderoso aliado. Ou ainda ter um sentido tão aguçado e uma boa mira que poderia fazê-lo desviar dos ataques contra si e ser certeiro, fatal nos golpes contra seu algoz. Mas estes guerreiros, todos sabem, não surgiam do nada. Começaram como escudeiros, cuidadores de animais, mulheres que sempre tentaram mostrar sua capacidade igual, ou superior, de combate; déspotas conhecidos do grande público que queriam de vez provar uma superioridade, ou até mesmo "peixes pequenos" que julgavam não terem nada a perder.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
É com dor no coração que faço essa crítica. Sou verdadeiramente fã de Manoel Carlos e seus folhetins, mas dessa vez não sei o que houve, mas meu querido Maneco errou na mão. 'Viver a Vida' parece que ainda não disse a que veio, mesmo com o prometido acidente/enredo base da história já presente. Todas as novelas dele superam expectativas. Seus anúncios antes da estréia já causam alvoroço. E os primeiros capítulo, então?! São de causar "frisson". Em 'Viver a Vida', a primeira Helena negra e de 30 anos já prometia. Seria um "a mais" para levantar a história, pois as quarentonas de classe média alta anteriores já estavam mesmo meio batidas. Mas a Helena de Taís Araújo esta mais para uma coadjuvante do que para protagonista, heroína. Pensei que se eu, que como atriz e escritora há anos sonho em trabalhar com esse titã da teledramaturgia, não estava nada empolgada com a novela, o que estariam pensando os reles mortais?! O pior! O público pede a morte de Helena - justo dela - e o Ministério Público começa a ameaçar tirar do ar a atriz mirim Klara Castanho, a Rafaela, filha da personagem Dora, vivida por Giovanna Antonelli. Isso porque a criança está descrita e planejada para ser perversa e levará a mãe na aba de suas tramóias - mas, vamos combinar que a mãe também está longe de ser um bom exemplo para a menina. E o MP não aceita ver uma criança de má índole sendo mostrada em horário nobre como exemplo (embora eu pense que sejam poucas as crianças dessa idade que de fato estarão assistindo a novela e se influenciando, mas a queixa é válida). Até agora, todos os diálogos apresentados são fracos, sem metade da profundidade a qual estamos acostumados a receber do autor. Cenas longas que, ao espremer, não sai nada. Um exagero de paisagens - ainda que sejam paisagens exuberantes - que chegam a levar quase uma musica inteira. Isso é novela ou uma seção de clipes da MTV? As personagens de Alinne Moraes e Bárbara Paz são ao mesmo tempo que o ponto alto da trama, o mais irritante. Suas personagens beiram o insuportável (mérito para as atrizes e suas atuações estrelares). Além disso, outras grandes estrelas estão desperdiçadas em papéis rasos, como Lília Cabral e Natália do Valle. Pelo menos Matheus Solano, que interpreta os gêmeos, aparece como a tábua de salvação da novela. A atuação do ator é tão exemplar que os gêmeos chegam a parecer fisicamente diferentes. Mas sua escalação para o papel, infelizmente, não foi uma regra, mas a exceção. Daniele Suzuki e Max Fercondini nem cara de adulto têm, quanto mais de médico. Não convencem de jeito nenhum. Chega beirar o ridículo, o canastrão mesmo. Nenhum dos núcleos mostra estar perto de se aprofundar, quando já não é sem tempo de estarem mais que definidos. Helena, por exemplo, não mostra nenhum de seus lados com mais ênfase. A personagem de Camila Morgado, a jornalista de economia, do primeiro capitulo que apareceu até o anterior ao seu desaparecimento súbito, era um tapa buraco dos mais clichês. Essa coisa do "também morro de tesão por você, então vamos transar feito coelhos debaixo do nariz da sua mulher sem que ela nem desconfie" já deu o que tinha que dar. Esse tipo de infidelidade já não "a trai" mais. Tudo é bastante superficial por todos os lados, principalmente no meio dos protagonistas. A impressão que dá é que alguém resolveu fazer um reality show da vida de algumas famílias, filmando suas rotinas, mostrando suas visões de mundo e opiniões, mas escolheram as famílias mais "sem sal" do planeta. A novela dá sono, cansa, enrola como se estivesse já no final. Foram quase 15 capítulos na viagem até o acidente enfim acontecer. Ou seja, há pelo menos meio mês que vemos, incessantemente, Helena se debulhando em lágrimas - com o ápice no capítulo de 16/nov, quando ela se ajoelhou diante de Thereza pedindo perdão, e levando uma bofetada. Sei que uma novela de Manoel Carlos não sairá do ar antes do previsto por estar com IBOPE bem mais baixo que o normal, mas é bom que sofra rapidamente uma mudança de, no mínimo, 180 graus, para ao menos se parecer com uma obra Manequinesca. Por hora, penso apenas que se a Helena fosse na verdade a Luciana, a coisa faria mais sentido...
domingo, 15 de novembro de 2009
Caetano Veloso esbravejou contra o Presidente Lula, chamando-o de "analfabeto", e dizendo que ele é "uma vergonha para o país". Na hora, me perguntei 2 coisas: 1a - será que um letrado do nível de Caetano até hoje não sabe o significado da palavra "analfabeto"? 2a - será que um letrado do nível de Caetano acha que os analfabetos assim são por opção de vida, e, por isso, devem ser xingados e taxados de "vergonha" ? Lamentável ver que alguém que teve oportunidades na vida não seja capaz de reconhecer que os demais abaixo dele só estão ali porque não tiveram as mesmas oportunidades. Lamentável ver o preconceito puro - com pedigree - de um letrado, sua ira por estar sendo governado por alguém que, mesmo com muito menos oportunidades que ele, chegou bem mais alto, onde ele nunca esteve nem perto.
A declaração de Caetano, essa sim, deveria ter ganho a mídia maciçamente, e não o caso da estudante do vestido inadequado. Mas chamar o Presidente da República de analfabeto, isso não é tão grave. Grave mesmo é ridicularizar uma coitadinha de uma estudante universitária que não concorda com uma regra, não acha que deva seguí-la, e como principal argumento para essa transgressão manda o velho equivoco semântico: "vivo numa DEMOCRACIA". Assim sendo, vamos ao esclarecimento do século: DEMOCRACIA não tem nada a ver com liberdade total, oba-oba, passe livre pra agirmos como bem quisermos. DEMOCRACIA não é bagunça! Significa "governo do povo", onde a maioria dita as regras. Isso mesmo, regras. Todo e qualquer governo, em todo e qualquer lugar, as tem. E até podem ser contestadas, discutidas, mudadas, mas enquanto vigorarem, são para serem seguidas. DEMOCRACIA não é a desculpa perfeita para agirmos conforme nossa própria vontade.
Uma das regras que a sociedade criou é justamente o "vestir-se". A vestimenta é um traço social claro, algo que rotula, que separa em grupos, define a origem e o destino, o cargo, a função. A roupa diz praticamente tudo sobre nós. Uniformes não foram criados à toa. E uniformes têm significado único. Médico, Polícia, Jóquei, Bombeiro, Salva-Vida, Aeromoça, Prostituta... "Diga-me o que vestes, que te direi quem és, e se devo ou não andar ao seu lado"...
Todo mundo sabe que numa igreja não se entra com decotes, ou de biquini; que não se usa terno e gravata num clube, que não se usa saia justa e salto alto numa academia de ginástica, e que não se vai à aula de piano com aparato de mergulho. Alguns desses casos são por pura lógica; outras, por convenção; e outras, por questão de ordem. Da mesma forma não se usa roupas provocantes em uma instituição de ensino, e vir depois dizer que não compreende a reação dos demais, chamando-os de hipócritas. Hipócritas? Só vi esta moça vestida-pra-matar, e não os que a apedrejavam de palavras duras. Se essa moça tentasse entrar em um Fórum com o mesmo vestido, seria barrada, mesmo vivendo em uma democracia. Se tentasse entrar em uma igreja, seria repreendida, e talvez até barrada, mesmo vivendo em uma democracia. Se tentasse entrar em inúmeras repartições públicas brasileiras, perigo não ter a chance de chegar nem à recepção para mostrar seus documentos, mesmo vivendo em uma democracia.
No programa Altas Horas, a jovem só fazia reclamar, entre jargões batidos que ela mal conseguia repetir tamanha escassez vocabular; que fora humilhada e discriminada. Engraçado que, por ninguém, ela foi chamada de "analfabeta", mesmo não conseguindo falar uma única frase sem cometer erros gramaticais gritantes que provavam que ela não deve ler um gibi sequer. Os alunos da faculdade e mais a platéia do programa discordavam de sua postura, a criticavam muito, mas quanto mais o faziam, mais davam a ela o que ela tanto queria: atenção e exposição. Afinal, se ela não quisesse se expor, estaria "uniformizada" em vez de se destacar da multidão. Ela sabia que causaria polêmica. Desde o episódio, foram tantas participações em jornais, programas de auditório, convites para revistas masculinas, e, obviamente, comunidades no orkut, twitter e afins. Só me falta fazer anúncio de O.B (sim, pois já que o comprimento daquele vestido mostrava até a cordinha do O.B, por que não aproveitar a onda?).
No fim, deixa eu ver se entendi direito: humilhar e discriminar o Presidente da República, pode; mas humilhar e discriminar uma pobre universitária por vestir-se inadequadamente, é um absurdo, e deve ser discutido à exaustão! É isso mesmo? Porque, se for, tomo pra mim por inteiro parte da fala de Caetano: "é uma vergonha para o país"...
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
***Poucas e Ótima***
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Beijos e muitas saudades,
D.
sábado, 27 de junho de 2009
***Enquanto o mundo discute o talento, a genialidade, o legado, a morte de Michael Jackson só me fez refletir sobre a ambição humana. O proclamado Rei do Pop não era apenas um cara infeliz, ele era a cara da ganância, sobretudo alheia. Um cara cercado de pseudo-amigos. Era óbvio que ele sofria de, entre outras coisas, distúrbio da autoimagem. Até aí, normal, tanta gente sofre disso e de um tudo mais. A questão é: "Por que ninguém foi capaz de interromper este processo autodestrutivo?". Há uma piada antiga que diz que Michael era a prova "viva" de que os EUA são um país 100% democrático, pois só num país 100% democrático que um menino negro e pobre podia virar uma menina branca e rica... Mas, humor negro à parte, um cara cercado de milhões - de dólares e de pessoas, mas que bastaria ter apenas um - milhão e um amigo - para reencaminhá-lo, para levá-lo a um tratamento.
***
Se eu aparecesse com qualquer distúrbio, minha família e amigos me socorreriam. Eu certamente seria tratada. Mas isso porque eu sou uma reles mortal, não uma caixa registradora. MJ rendia muito mais dinheiro ao se tornar cada dia mais bizarro. Suas excentricidades passaram a ser mais valorizadas no mercado que os produtos do seu trabalho. Se eu surtasse, eu daria prejuízos. Já MJ se fosse normal, fosse ajudado, toda uma cadeia de gente perderia milhões. Só para listar alguns beneficiários: seguranças, advogados, cirurgiões plásticos, médicos (de diversas especialidades), paparazzi e tablóides, mulheres barriga-de-aluguel, mulheres mãe-de-frequentador-da-NeverLand... MJ era uma indústria que há muito já não tinha nada a ver com a fonográfica. Era uma indústria dos Horrores. Ele, sozinho, valia por um circo todo. Ele dizia que Elizabeth Taylor e o produtor Quincy Jones eram seus melhores amigos. Não duvido! Podiam sim se importar de verdade com o ser humano, e com o profissional, mas então estavam sozinhos nessa luta. Se eles pretendiam ajudar o amigo, falharam. Sucumbiram a essa multidão de urubus sobre a carniça que só viam cifras.
***
Lembro que o Fantástico certa vez fez uma simulação de computador, de como seria o cantor se não tivesse feito tantas cirurgias plásticas, e saiu às ruas de NY perguntando às pessoas se o conheciam, afirmando que era uma pessoa famosa. Ninguém o reconheceu, e quando informados de quem era, se chocaram e deram, todos, uma mesma declaração óbvia: "muito melhor assim!". Sem dúvida. Negro na pele, nas feições, no cabelo. E não parecendo uma máscara de filme de terror. A cara da vida dele... Eu não vim dar uma de advogada do pobrezinho do rapaz que, só porque morreu, virou santo, sem nenhum pecado original. Só quero provar que a ganância só faz vítimas. Milhões de dólares muito dificilmente fazem alguém realmente feliz. E num mundo onde o errado está cada vez mais certo de acontecer, é fácil prever que num futuro próximo seremos bombardeados por uma geração de Celebridades do Escândalo. O trabalho não precisa ser bom! Basta ao artista ter muita bunda pra fazer muita M... por aí! Tanto não estou longe da verdade que atrás de MJ já vêm Britney Spears, e suas amiguinhas Paris Hilton, Lindsey Lohan...
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Ser diferente é normal. Mas ser indiferente ao anormal e lucrar muito com ele é a nova ordem mundial!
domingo, 14 de junho de 2009
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Tenho um corpo perfeito, sim. Quem disse que não? Não lhe falta nenhuma peça, e todas as partes funcionam maravilhosamente bem. São tão competentes que mantêm até uma reserva de combustível...Então, o que vocês chamam de "ser gorda", eu chamo de " ser precavida e funcional". Assim, valem o conselho, e o trocadilho: "Não perca a vida funcionando mal".
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Uma vez li numa revista a célebre frase: "só há uma maneira de parecer inteligente: é sempre andar com gente menos inteligente que você"... Affffffffff... Pra mim, só há uma maneira de parecer inteligente: é sendo inteligente! E só uma maneira de ser inteligente: andar com gente mais inteligente que você! ... Diga-me com quem andas, que te direis se és uma besta!!!
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Ser humano se preocupa tanto com o que os outros pensam que nem pára pra pensar que suas idéias quase nunca são originais, mas sim, reflexos de outras, cópias que compartilha com uma multidão. Após entender isso, passei a ter uma preocupação a menos que todo mundo.
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Minha irmã costuma dizer que "há coisas que a gente pensa, mas não fala!". Peço licença para ser a exceção dessa regra! Há coisas que eu penso, e, por isso mesmo, falo! E não só falo como escrevo, e espalho, e provoco outros pensamentos, mas que as pessoas não dizem... É tão triste quando não temos retorno!!!
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Deus me deu uma boca para comer, falar e beijar. E exerço todas as funções com a maestria que lhes é peculiar.
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Um dia resolvi tentar entender porque dizem que a Morte é a única certeza da vida, se, pelas minhas contas, ela é apenas a antepenúltima das 4... O Amor é a primeira certeza! Daí chega a Morte e carrega quem o representava, deixando a certeza da Dor de uma Saudade, pra então vir a certeza do Tempo, que, ironicamente, tantas vezes nos mostra que não podemos ter certeza de nada...
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Se é para ser especial, que seja então na mais pura e simples normalidade. Dá muito menos trabalho e melhores repercussões.
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Tristeza a gente alimenta bebendo entre estranhos, e mata chorando entre amigos.
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Quando eu achava que a minha auto-estima não poderia perder mais nada, veio a reforma ortográfica e lhe sacou até o hífen! Quando a gente pensa que não dá pra ficar pior...
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E o que Deus uniu... As religiões separaram!!!
sábado, 6 de junho de 2009
A gente nasce e morre escutando que "todos são iguais perante a Lei, mas uns são mais iguais que outros". É repugnante mesmo, revolta! Mas isso quando a gente vê pela ótica socioeconômica, simplesmente. Quando um assassino rico se livra da cadeia somente porque é rico, e uma mãe miserável vai pra cadeia por roubar um pote de manteiga, por exemplo - porque alguém tem que dar o exemplo, é o que quero dizer! - não faz sentido algum. Mas, e se pensarmos de uma outra forma? Se virmos as Leis como se elas fossem Vestidos de Noiva? ... Vestido de Noiva é inconfundível. Só de olhar, sabemos que é "de noiva". Ricas e pobres, brancas e negras, novas ou velhas, qualquer mulher pode - e se veste de noiva, mas cada uma com aquele que lhe melhor cair. Para toda noiva, o modelo; mas para cada uma, um corte apropriado. E quando a mulher se veste de noiva, ela está vestindo todo um lirismo. A noiva veste a felicidade. Veste a amizade e o respeito por si e por um próximo cada vez mais próximo. Veste, acima de tudo, o AMOR... A Lei é uma regra inconfundível. Não é um pedido, é uma ordem. E não é pra poucos ou só para um grupinho. É uma regra geral, mas sua aplicação deve contemplar, sempre, este conjunto que estamos nos habituando a ignorar.
Foi o caso do pequeno Sean Goldman, de 9 anos, que me fez refletir novamente sobre isso. Nascido em 2000, nos EUA, Sean veio para o Brasil aos 4 anos, e aqui está, há 5. Perfeitamente adaptado, cercado de inúmeras pessoas que o amam, feliz. A prova de que este menino é feliz é que, mesmo sendo objeto de uma disputa que em nada pretende ser por ele, todas as fotos que vi publicadas desta criança, ela está sorrindo... Sean não tem culpa do seu passado, e não deve pagar por ele com seu futuro. A essa altura, não interessa quem errou lá atrás e quem tem razão hoje. Não interessa mais por que a mãe o trouxe para o Brasil, não interessa por que, em 5 anos, essa situação não se resolveu; o que interessa agora é reconstruir o pedaço grande do mundo dele que desmoronou com a perda da mãe, e não fazer tudo desmoronar de vez com a perda da irmã, dos avós, tios, padrinhos, amigos, pai afetivo...
segunda-feira, 18 de maio de 2009
***
Mermeladas de frutilla de la Carmen,
Mermeladas de damasco y arandanos de la Elena;
Sandwich de palta con pavo ahumado;
Cuchuflies de manjar;
Helado de lúcuma con merengue - e de frutilla, e de manjar, e todos los demás;
Ensalada con salsa de ajo, de soya, aceite de albahaca, y, claro, mucha palta;
Playa de Algarrobo - Oceano Pacífico;
Cerros San Cristóbal y Santa Lucía;
La Chascona (casa de Pablo Neruda en Santiago);
La Sebastiana (casa de Pablo Neruda en Valparaíso)
Plaza La Moneda;
Transantiago;
La Av. Kennedy, y las calles Paris y Londres;
Parque Quinta Normal y Museo de Historia Natural;
Estaciones de metro, como Universidade de Chile y Quinta Normal;
Malls Parque Arauco, Alto Las Condes y Plaza Vespucio;
Las comunas de Las Condes y Peñalolen;
Los Castillos y Los Webb;
Rádio Pudahuel;
Canal 13 y Chilevisón;
Periódico El Mercurio;
Hiper Lider y Jumbo;
La velocidad de la internet...
SUTIL, LLEGASTE A MI COMO UNA TENTACIÓN
***
VOCÊ ME ACOSTUMOU A TODAS ESSAS COISAS
E ME ENSINOU QUE SÃO TÃO MARAVILHOSAS...
SUTIL, CHEGOU A MIM COMO UMA TENTAÇÃO
E ENCHEU DE AMOR E QUIETUDE MEU CORAÇÃO
quinta-feira, 30 de abril de 2009
***
* Se estiver no mercado e alguém te pedir um BERRO, não grite com o sujeito! Ele só quer AGRIÃO.
* Ainda no mercado, se te pedirem para ir buscar DETERGENTE, traga simplesmente o SABÃO DE ROUPA, líquido ou em POLVO - sim, o "polvo" aqui você não vai achar na peixaria... Nem em forma de PÓ...
* Se alguém disser "QUE FOME!", ele não está feliz. Mas nada a ver com a necessidade, mas porque ele acha algo SEM-GRAÇA, ou RIDÍCULO.
* "DESPACHO a domicilio" não é um serviço de McUmba Delivery, é apenas o puro e simples DELIVERY. (e "a domicilio" aqui está certo, mas aí, não, tá?! Por favor...)
* Quando te pedirem para trazer os CUBIERTOS para a mesa, esqueça as toalhas ou afins. Traga os TALHERES (cuchillo, cuchara y tenedor)... Aliás, se escutar algo sobre um TALLER DE COCINA, só estão falando de um CURSO DE CULINÁRIA.
* No restaurante, peça ao CAMARERO (ou MOZO; o nosso querido GARÇOM) para seu pedido vir ESTOFADO, assim, virá COZIDO, ENSOPADO. Pode comer sem susto, apesar de saber que ele virá NUN RATO, afinal, leva mesmo UM MOMENTO para processar seu pedido.
* Se alguém na rua te oferecer um COMPLETO COMPLETO, não pense que ele é um gago. Ele apenas te oferece um CACHORRO-QUENTE COMPLETO, que vem com salsicha, tomate, abacate, batata chips, ketchup e maionese.
* Do mesmo modo que, se encontrar um ZURDO na rua, nem perca tempo com a linguagem de sinais. Ele é apenas um CANHOTO.
* Aqui, não se pesca uma CARPA, se leva uma para ir pescar. Afinal, muitos precisam de uma BARRACA DE CAMPING para maior conforto.
* Quando se está no SÓTANO da casa, pode-se ter a leve impressão de que ela esteja de cabeça para baixo, pois aqui é o PORÃO.
* Seu APELLIDO aqui jamais será "Bibiguzinho-da-Mamãe". Já o seu apodo, sim. Apellido é SOBRENOME; Apodo que é o nosso apelido.
* As AMPOLLETAS aqui não marcam o tempo, mas iluminam as idéias... São LÂMPADAS! Algo, aliás, facilmente confundível com LÁMPARA, que é ABAJUR.
* Um TARADO PELADO com o SACO nas mãos atrás da BUSCETA é tão somente um LOUCO CARECA segurando o PALETÓ atrás do MICRO-ONIBUS.
* Se sua mulher quiser DESQUITARSE de você, não comemore achando que se livrou dela... Muito cuidado! Ela quer SE VINGAR!!!
* Se te pedirem para SE ENDEREZAR, esqueça os correios e FIQUE DE PÉ...
* Aliás, falando em correios, procure saber sobre o SOBRE, pois não se envia carta nenhum fora do ENVELOPE
* Se alguém te chamar de ALBAHACA, não estará te ofendendo, mas, ao mesmo tempo, não fará sentido nenhum, já que não é comum chamar alguém de MANJERICÃO.
* CIRUELAS aqui também são comestíveis. Mas nada a ver com ceroulas de sex-shop. São apenas AMEIXAS.
* Limpar a casa toda com uma ESCOBA parece demorar uma eternidade, né? Mas não. As VASSOURAS aqui tem o mesmo tamanho das nossas.
* Uma BORRACHA EXQUISITA nada mais é que uma BÊBADA ESPETACULAR!!!! Nossa borracha aqui atende pelo nome de "goma", e "exquisito" é o maior dos elogios.
* Jamais peça uma TAZA de vinho, pois não se serve vinho em XÍCARAS aqui. Aliás, se toma pelo menos 5 VASOS de água por dia... Não, não, ninguém morre afogado. São somente 5 COPOS, algo como quase 2L.
* Se seu amigo ontem SE ACORDÓ, não PRENDA o celular para chamá-lo, pois ele ainda pode estar dormindo... Ele apenas SE LEMBROU de algo, e você, curioso que só, quer LIGAR o telefone e discar para ele.
* Nossos PINPOLLOS podem ser umas flores de criaturas, né? Aqui também, afinal, são BOTÕES DE ROSA.
* Se quiser comer SALADA, não esqueça de pedir sal, pois só assim para a comida ficar SALGADA... Agora, se quiser uma ENSALADA, beleza! As daqui são muito RICAS sem custar caro, pois serem SABOROSAS não aumenta os preços.
* Os CACHORROS dos golfinhos, coalas e coelhos são maravilhosos; já os da coruja, não; mas ela, como toda mãe, acha seus FILHOTES lindos!
* Ter um olho ROJO não denuncia que você apanhou, mas que chorou muito por isso... Quando se apanha, ficam roxo; e quando se chora, ficam VERMELHOS.
* Ter um PELO LARGO não te faz parecer um Mono (macaco), mas sim a Monalisa. CABELO COMPRIDO é um charme!
* Se seu filho quiser fazer uma CENA de noite, aproveite! Não é todo dia que se tem alguém para te fazer o JANTAR.
* Se te pedirem que VAYA, nada de fazer "uuuuuuuu" de volta. Apenas RETIRE-SE!
* Uma menina de FALDA é comum, já o menino, só na Escócia... SAIA, até aqui, é vestuário de mulher apenas...
* O ZORRO é só o macho da RAPOSA. Já esta atende pelo mesmo nome!
* Seu irmão MAYOR pode até ser mais baixo que você, mas será sempre o MAIS VELHO; assim como o MENOR, que pode ser altíssimo, mas morrerá sendo MAIS NOVO.
* ABURRIDO não é alguém que, de tanto bater cabeça, ficou "prejudicado intelectualmente". Só ficou CHATO mesmo. (também no sentido de entediado, ou situação tediosa)
* Um filho INGENIOSO é um ótimo negócio. Não tem mais onde ser tão CRIATIVO.
* Se algo está LISTO, está PRONTO. E se foi feito DE PRONTO, foi feito LOGO, EM POUCO TEMPO.
* Comer JUDÍAS nada tem a ver com fetiche religioso. São apenas VAGENS.
* Cuidado com algumas SETAS, que podem ser alucinógenas. Ao comprar COGUMELOS, leia bem o rótulo.
* O PAVO é uma ave, mas não tem penas coloridas. É o pobre e azarado PERU que morre no natal.
* SANDIA não é nenhuma loucura, mas há quem tenha loucura por MELANCIA.
* PIÑA também é uma fruta, mas aqui é azeda, amarelada... É o maior ABACAXI confundí-las...
* Se jogarem GRANADAS no seu quintal, e sua casa não explodir; coma todas! Pois as ROMÃS são deliciosas.
* Quem come GALLETAS se engana ao pensar que come fêmeas de galetos. São BOLACHAS, que, aliás, podem ser de REMOLACHAS. Sim, aqui existem bolachas de BETERRABA.
* BIZCOCHO é BOLO. Na verdade é a massa para preparar AS TARTAS, como eles chamam os nossos BOLOS.
* CANASTA não é um jogo, apesar de ser um CESTO onde cabe uma bola dentro...
* Dormir com ALMOHADAS é o comum. Todos gostam de TRAVESSEIRO; agora, uma ALMOHADITA é para acompanhar-nos nos sofás, como nossas ALMOFADAS. Tudo igual!
* As MARIPOSAS daqui voam longe, e chegam BORBOLETAS aí...
* Se não achar GRASA na comida, bom pra você. Significa que tem uma alimentação livre de GORDURA.
* Para ficar verdadeiramente na COLA dos animais, só mesmo sendo uma pulga. Afinal, só elas mesmas para caberem no RABO da bicharada.
* Um SUCESSO não obrigatoriamente é um sucesso... É somente um ACONTECIMENTO que pode - ou não - ser um "êxito".
* Não perca tempo procurando livros nas LIBRERIA. Lá você só vai achar artigos de PAPELARIA.
* Se vir um sujeito na rua cheio das CANAS na cabeça, não o tema, ou julgue... Ele só precisa pintar os CABELOS BRANCOS.
* Se estiver com muita fome, uma comida LIGERA não te ajudará muito, afinal, ela até pode ser rápida, mas é muito, muito LEVE (light).
* Um ALEJADO não precisa de muletas ou cadeiras de roda, mas talvez de um cartão telefônico... O coitado sofre de solidão, por estar AFASTADO, DISTANTE dos demais...
terça-feira, 21 de abril de 2009
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The last holyday (the Holy Week) gave me the opportunity to have a wonderful trip. I went with The Castillos to Algarrobo Beach. Consequently, I got to know the Pacific Ocean - which wasn´t really calm, like the name suggests; but pissed-off, I don´t know why. This first meeting had a low temperature (12oC) and strong winds (the pictures show it), but even so it was truly special, mainly when I saw the sunset in it. In 30 years, I only had seen a sunrise in an ocean... These apartment buildings, The Granada Buildings, are very beautiful. They´re Indian Architecture Design is really charming. In Pacific, I knew "Cochayuyo", a seaweed which lives only in this because of the cold temperature; and with that is made the traditional chilean food, Charquicán. Charquicán in fact is a mix of mashed pumpkins, potatos and carrots. And this can come with chicken, meat, spinach, or cochayuyo. Oh, how I´ll miss that - and all the other delicious foods I´ve been trying here. I also went to a very beautiful woodland where if you go up, you see the Penguins Rock; and if you go down, you see "Human Penguins" at a very small but wonderful beach, where, surprisely, there are people swimming despite the cold water and wind. Now, the remarkable part of this trip was definitely to spend 4 full days with Raimundo, the 2-year-old member of The Castillos. He´s the sweetest and smartest kid I´ve ever met. Just perfect. When he looked at me, with no reason, and said "Duda" with a true smile, I simply melted around. Well, my life in Chile has been really special. I´m 100% adapted, "free as a bird", knowing special places, meeting special people, learning a lot... What else? Nothing else! Soon I´ll bring to you a special "survival manual" I prepared specially for those ones who intent to adventure themselves in this amazing country. Watch and Wait! Kisses, D.
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En el último feriado - Semana Santa - yo hice un viajen estupendo. Fui con Los Castillo hasta la playa de Algarrobo. Allí conoci el Pacifico - que no estaba asi tan calmo como el nombre dice; no sé la razón, pero estaba un tanto enfurecido. Fue un encuentro con baja temperatura (12oC) y con mucho viento (las fotos hablan bien de eso), pero no dejó de ser muy especial, principalmente cuando vi la puesta del sol en él. En 30 años, solo había visto nacer del sol en el mar... Los edifícios con sus diseños Indianos eran un atractivo a parte. En el Pacifico, conoci también el Cochayuyo. Una alga que solo vive allí, por la baja temperatura. Es con el que se hace el Charquicán de Cochayuyo, un plato típico muy rico de acá. Charquicán, en realidad, es una mezcla de zapallo, papas y zanahorias, y pueden ser de pollo, de carne, de espinaca ó de cochayuyo. Uf, como voy a echar de menos eso, y además todas las cosas ricas qué estoy comiendo... También fui a un bosque muy lindo, donde si subes, verías la roca de los pingüinos; y si bajas, verías los pingüinos humanos. Hay una hermosa y pequeña playa llena de personas, en un água y viento heladíssimos. Ahora, la parte más increible de todo fue estar por 4 dias con Raimundo, el pequeño Castillo, de solamente 2 años. Es el niño más hermoso, inteligente y tierno que he visto en mi vida. Cuando él me mirava, sin razón especial, y decia "Duda" con una sonrisa tan grande y verdadera, casi me ponia a llorar... Bien, mi vida en Chile esta siendo indescriptible. Estoy 100% adaptada, "libre como un pájaro", conociendo personas y lugares increibles, aprendiendo mucho... Qué más? Sin más!... De pronto voy a prepara una lista muy interesante que hice sobre el maravilloso mundo de los Falsos Amigos - para aquellos que quieren aventurarse como yo en un otro país, o simplesmente para reír un poco. Hasta la vista. Besitos, D.











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