quinta-feira, 24 de março de 2011

ENCONTROS, REENCONTROS, E NOVOS MEMBROS

(diário de uma independente, parte VIII - intensidades marcantes) *

CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIÁ-LAS












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Os últimos dias do 2o mês de casa nova foram superintensos e marcados por encontros e reencontros marcantes. Dil no pedaço, Tina&Tino com sua pequena Rainha Sofia, meu pai e meu tio, o crescimento de Enrico, além de Clara e Mariana...

Adriano, primão querido, finalmente conheceu também meu cafofo numa noitada improvisada de dia de semana. Ele praticamente veio dar as boas-vindas à JASMIM, o membro que faltava. Bartolomeu, Consulesa e Waval ganharam a irmanzinha tão necessária. Lavar as roupas na mão sem um tanque só com 2 baldes num banheiro de 1m quadrado não dá. Não mesmo. Dil adorou minha decoração e se sentiu aconchegado aqui (só lamento o banco não ser tão confortável assim, mas o aprimoramento do quesito "conforto" é o próximo da lista).

A Família Miranda, depois de um longo e tenebroso inverno, veio tomar café da manhã aqui. Estou me especializando nesta refeição. É de longe a que eu mais gosto, e tô achando bacana convidar os amigos para conhecerem a casa enquanto saboreamos um pão de queijo quentinho com um café fresco, além de pães na chapa com mortadela e ovos mexidos, sucos de fruta, biscoitos caseiros, etc. Foi bastante especial. A Rainha SOFIA se divertiu e alegrou ainda mais a casa. Mais à vontade, impossível. Comeu bolo sentada no chão, correu pra cá e pra lá, dançou, sorriu. Parecia ser um local "habituet" pra ela. Seus pais me encheram de presentes: aparelho de fondue, criados mudos, quadrinhos decorativos... Foram apenas 2 horas, mas que valeram por muito mais.

ENRICO da titia cresceu demais. O leite de sua mãe tá mais pra leite de foca do Antártico do que pra leite humano. O pequeno dobrou de tamanho em apenas 15 dias. Tá um touro de forte, lindo, e dando seus primeiros sorrisos. Já marcamos pra ele conhecer a casa da titia, e aguardo ansiosa pro esse momento.

Já "Cacau e Julliet" vieram para trazer um pouco de alegria à avó depois da trágica perda, e acabamos nos reencontrando depois de quase 5 anos. É maravilhoso ver que o tempo e a distância não fazem qualquer estrago quando as pessoas de fato se amam. É como se sempre estivéssemos juntas. E esse reencontro intensificou minhas relações com os demais membros da família: Thaís (quininho), Raquel (ginásta), Paula, Helena, Lia, Cris, Bia, Déia, Lu, Hamilton, e a boa e velha amiga, Lúcia... Só mesmo a união faz a força e comanda a superação.

Depois veio a deliciosa vez de encontrar meu pai e meu tio depois de meses. E de quebra ainda na companhia de nossa internacional amiga, Maripaz. Visita relâmpago, pequenos ajustes domésticos, um café da manhã emendado num almoço, tarde de compras, enfim, foi simplesmente perfeito. Trouxe presentes, como o Complexo Mercadológico e Logístico FILIAL NORDESTE; arrumou a 1a bagunça grande já acontecida aqui, e voltou pra casa... Já deixa saudades!!! A maior de todas!!! (vejam nas fotos o chiquê que foi o Menu)

Hoje, 27/março, deveria estar fazendo concurso o dia todo, mas amanheci com uma terrível dor de garganta, tosse initerrupta, e como isso me fez dormir mal, e nao havia mesmo me preparado pra essa prova, fiquei em casa de repouso aguardando novas visitas: Dona Vera e Miga-Mana ELISA - aquela que, por incrível que pareça, ainda não passou por aqui... Mas podem crer que o próximo post vai ser especial sobre essa visita. Aguardem e confiem.

Mil beijos,

D;

sexta-feira, 11 de março de 2011

UM MÊS DE HISTÓRIA
(Diário de uma Independente, parte VII - a primeira grande festa!)

(Clique nas fotos para ampliar)

***


Era uma casa muito engraçada
Só tinha as portas, as paredes, o teto e mais nada
Ninguém podia dormir e comer lá, não
Porque na casa não tinha geladeira, fogão, nem colchão
Não podia oferecer um jantar
Pois não havia mesa, cadeira, sequer um sofá
Ninguém podia fazer pipi
Porque o vaso estava totalmente solto
E o Danni ainda não havia posto
A tampa ali...

Até que um dia vieram Martita e Ghi
E mobiliaram metade daquilo ali
E então chegou Elisa e me deu onde dormir
E Deião com a geladeira, minha maior salvação
A Val com o Microondas, e eu me dei o fogão
E agora, a cada dia, chega um baita presentão
(ferro, cafeteira, mesa de cabeceira, panela de pressão...)

Era uma casa muito engraçada
Pois já era minha, mas não tinha a minha cara
E foi sendo feita com muito esmero
Em Águas Claras, no marco zero
Pelos melhores amigos do mundo
“trouxemos um pedaço hoje, o resto vem num segundo”
E a mim só cabia dizer “sem pressa, eu espero!!!”

É uma casa muito abençoada
Que já tem de tudo,
Não falta nada!!!
Está sendo feita com muito esmero
Em Águas Claras, no marco zero...
***

Sim, me sinto como uma mãe de primeira viagem. Minha filhinha acaba de completar um mês, e recebe a exclusiva visita da vovó Vig para inaugurar sua função hospedeira (além da gastronomia de luxo)... E essa foi a melhor maneira que encontrei de seguir agradecendo a vocês por tudo sem correr o risco de parecer um “disco quebrado do Roupa Nova”.
Mil beijos,
D>
PS - Chico, a Calopsita, não é minha. Por enquanto, aqui em casa, só mesmo eu e meu fiel amigo Niffs, o cão-panudo de 28 anos. Em breve, plantinhas, muuuuitas plantinhas. Meu jardim vertical já está nos planos e orçamento.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A primeira baixa parcial
Desafio "OMO"
Grandes feitos e Novos Presentes
Candoca.fé
OpenHouse Família Sesana
O Reino dos Coalas Caolhos
(Diário de uma independente, parte VI - uma tonelada de acontecimentos)



QUEDA LIVRE
Achei até que demorou demais: 17 dias... Sou estabanada por natureza, mão-furada profissional, e tenho 1 grau de astigmatismo e 0,75 de hipermetropia. A receita perfeita do desastre. Sabia que mais cedo ou mais tarde iria quebrar alguma coisa, apesar do cuidado triplicado. A primeira vítima parcial foi minha sanduicheira/grill. Deixei-a despencar do 5o andar do Complexo Mercadológico e Logístico porque fui incapaz de reparar que ela estava em falso. Foram pedaços da parte superior pra todo canto, e julguei, pelo visual da coisa, que era dali pro lixo. Mas uma viciada em quebra-cabeças resolveu unir as peças e testar depois. Ela continua funcionando plenamente como antes, mas agora é praticamente um Frankstein. Ainda bem que ela é preta e eu tinha fita isolante. E - que ela não me escute! - na hora dei graças a Deus de não ter sido a cafeteira-de-cinema que havia acabado de ganhar da Cris e do Danni. Isso, sim, seria uma tragédia irreparável. Ainda bem que, ao fim, entre a quase morta (de susto!) e a ferida, tudo acabou bem. Darei um descanso à acidentada por uns dias, mas não precisarei aposentá-la por invalidez. O bom é que nessa minha maré de ótima sorte, até mesmo os acidentes não passam de pequenos transtornos totalmente contornáveis. E dos males, o menor, com certeza.
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: LAVAR ROUPA NA MÃO ESTRAGA 11 UNHAS.
Descobri que máquina de lavar não é luxo! Pelo menos quando não se tem sequer um tanque; e o banheiro, para que eu entre com os baldes, deve-se tirar a privada, ou alguma coisa de lá, senão não cabe. Assim, minhas roupas ficam na varanda megulhadas no balde com sabão em pó, e...??? “E” que elas saem de lá apenas com cheiro bom, mas com as mesmas manchas e encardidos de antes. Aliás, se fossem as mesmas, eu agradeceria, mas eu tenho uma blusa branca, tipo “bata”, que a minha mãe me deu, que passou por um processo inverso: ao invés de sumirem as manchinhas mínimas de molho de tomate, elas viraram várias bolas gigantes que além de aumentarem de tamanho, aumentaram de quantidade. Pior que uma catapora. Coisa de doido. Resultado: eu praticamente perdi uma blusa linda, já que nem esse tal Vanish Poder Miraculoso O2 pôde dar um jeito. Já usei 2x, e água sanitária estragaria as flores que há nela. É caso perdido... Já comecei a minha pesquisa, e, pelo meu orçamento, só em Abril eu vou dar conta de adquirir um tanquinho 6,9kg. Até lá, lavanderia para as emergências. E acreditam que tem uma literalmente na entrada do prédio, colada na portaria? Passar roupa, fazer faxina, cozinhar, tudo isso eu sigo na linha de frente. Agora, roupa não lavo mais. Me rebelei!... Só espero não apelar para o cúmulo da rebeldia: morar sozinho e fugir de casa. kkk!
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FORÇA BRUTA
Finalmente criei coragem e disposição para montar minha cama! E isso calhou com o mais recente presente: uma mesa para laptop, dada (e montada) pelo meu tio Dorival. Calhou porque a mesa precisa que seus pés fiquem embaixo da cama. Agora, meu cantinho de dormir e estudar está mais parecendo um luxuoso quarto de hotel. Me sinto a Rainha da Genóvia. Perigo é eu ficar mal acostumada. Não vejo a hora da Minúscula chegar para curtir esse conforto todo.
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CANDOCa.Fé
Falando em "hotel", armei um café da manhã coletivo com as Candocas. Desculpa para nos reencontrarmos e colocarmos o papo em dia. E, logicamente, aproveitarmos pra curtir o Canto de Narcisa. Cada uma trouxe uma coisa e o café ficou digno de um BlueTree (até melhor!). Teve direito a pão de queijo, pão com ovos mexidos, presunto e queijo, iogurte, bolo, enroladinho de salsicha, entre outras coisas. Aliás, Mercês ainda de quebra me deu de presente duas frigideiras. Dani trouxe seu "bruguelo" a tira-útero (pois a tira-colo só daqui uns meses) emanando aquela energia perfeita de renovação. E Verônica, além do Nestea de Pêssego, trouxe o melhor do momento: uma oração poderosa! Por isso o nome "CandoCa.Fé". Pois tem Candocas, tem café, e tem fé. Querem mais?! A coisa foi tão bacana que daqui por diante não pode ser diferente: de 15 em 15 dias repetiremos a dose. No máximo uma vez por mês. Momentos assim a gente tem a obrigação de levar adiante... Que paz!
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OpenHouse FAMÍLIA SESANA
Tio Wellington, Tets, Bebel e Pablo vieram conhecer meu canto. E o meu forno quase acaba com a festa! Mas Deus é O Cara, e tudo deu certo. Lasanha de Legumes, e pudim de sobremesa. O pudim ficou ótimo, mas foi servido aos pedaços, parecendo que tinha sido atropelado. A Lasanha idem. O sabor escapou, mas a apresentação era das mais trágicas. Aliás, ela começou aqui em casa e terminou na casa da Gláucia (santa vizinha-prima). Isso tudo porque - descobri hoje - forno desregula! É mole ou quer mais? 4 dias de uso contínuo e a praga já tá desregulada. Eu juro que nunca sequer ouvi falar nisso, mas estando na garantia, pode acontecer qualquer coisa que não me estresso... Não me estresso "mais", pois só eu sei o apuro que passei. Chorei, liguei pra mãe me socorrer, mesmo ela estando muito longe; saí em busca de comida pronta, e, não encontrando, voltei ao mercado atrás de mais ingredientes que pudessem salvar a criação. Rezei muito!!! E deu certo!!! Os fofos adoraram (e eu mais ainda!), repetiram; e apesar de eu ter providenciado outra sobremesa, a saboreada e apreciada mesmo foi a minha. O papo foi dos mais variado e agradabilíssimo; e o vinho, do melhor que já provei. Aliás, ganhei 2 garrafas. Quem se habilita a tomar comigo??? Sigo dizendo o óbvio, mas que não custa nada repetir: FAMÍLIA é tudo de bom!!!
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O REINO DOS COALAS CAOLHOS
Estou prestes a escrever uma história infantil baseada no fato curioso que até então eu desconhecia. Eu sempre amei a Austrália, e morro de vontade de ir lá. E os Coalas são um dos meus animais favoritos. Então um dia, minha ex-aluna, sem saber da minha paixão, me presenteou com um chaveiro. Recentemente, ao comprar o novo computador, a pendrive/chaveiro que veio de brinde era um Coala prateado com brilhantes. E minhas primeiras visitas, Ghi e Tita, me deram uma luva térmica com o tema Austrália que tráz na imagem uma mãe Coala segurando seu bebê nas costas. Se não bastassem essas coincidências, reparei que TODOS eles são/estão caolhos. O olho do chaveiro se perdeu na mudança. O da pendrive,em uma queda. E o da luva, com o uso, adquiriu 2 pequenos furos, sendo um justamente no olho do filhote. Isso, claro, me inspirou a escrever a história que se chamará "O Reino dos Coalas Caolhos". Bem, o título por enquanto é a única coisa pronta, mas já é um começo, não!? Aguardem e confiem!

Até o próximo capítulo.
D>

sábado, 19 de fevereiro de 2011

... Mas é um mar de Amor...
(Diário de uma Independente - parte V: a "cachorrada" reunida!)

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Ah, vocês...
Sem vocês a casa fica feia,
E a comida, sem sabor;
A piada fica sem graça,
E os presentes não têm valor...
*
Ah, vocês...
Sem vocês toda essa felicidade
Não faria o menor sentido,
Todo sorriso morreria contido,
E a Vida não veria a Amizade
Com seu olhar de intenso Amor...
*
Amor é coisa que a gente não cansa de sentir, muito menos de declarar. Amor vicia. Quanto mais você recebe, mas o quer, se tornando um dependente. Mas não viramos gananciosos ou egoístas, porque o Amor é um vício bom. Provavelmente o único vício que não destrói ou escravisa, pois consegue doar mais que receber... Amor pelos irmãos, pelos pais, pelos amigos de antes e de agora, pelas crianças que nos cercam. Simplesmente, Amor (como num filme que não me canso de ver). Quando a gente não apenas o sente, mas aprende a reconhecer, é que ele cresce ainda mais.
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A segunda semana de independência foi fechada com chave-de-ouro. Reencontros, revelações, imensos favores, grandes presentes, e tudo de mais intenso a que tenho direito.
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Mais uma vez, descrever é difícil.
"Só sei que tudo sinto, e só eu sei o quão profundo sinto..."
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Beijos, e até a próxima!
*
D>

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Entre chás e openhouse, MICOS CASEIROS...



(Diário de uma Independente - parte IV)

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A primeira semana de casa nova: vida nova foi marcada pela espera que não teve fim. Comprei uma mesa e passei por um calvário com a loja, e precisei apelar para o PROCON para ter o dinheiro – que paguei à vista – de volta. Consegui. E a saga em busca de uma canto pra comer continua...
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Mais lamentável que este episódio só mesmo o fato de uma formada em Letras, escritora e educadora não ler os rótulos dos produtos que compra. Dia 11, sexta-feira, cheguei em casa, jantei e parti pra faxina, afinal, ia receber amigos em 2 turnos para o chá-número 4 no dia seguinte. Vassourada primeiro, pano úmido nas coisas, e veio a hora de esfregar o chão e secá-lo. Joguei o “lance”, passei o pano... E virou um grude só quando secou. Um tal de “nhec-nhic-nhoc” quando eu andava que além de ir piorando, ia marcando o chão. Foi só aí que percebi. Eu tinha comprado desengordurante pra fogão. Detalhe: o fogão ainda nem havia sido estreiado por falta de panelas, mas o desengordurante já tá pela metade. O produto estava ao lado do tradicional, tinha embalagem quase idêntica e custava metade do preço. Achei ser o "genérico", e nem me preocupei em LER... O jeito foi encarar uma “jornada dupla”, já que MULA faz duas vezes. Pelo menos usei a cabeça e os produtos certos depois: água e sabão, simplesmente, sem inventar moda. Aí tudo acabou bem (exceto para a minha coluna!).
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O chá foi uma delícia, pois foi a ocasião perfeita para comungar novas e velhas amizades em participações mais que especiais. Aline, amiga de longas datas que eu não via há uma longa data e meia. Eu tentei explorá-la pedindo ajuda no mercado por ela ter carro. Só que no dia ela estava sem ele, mas não hesitou em ajudar com dois braços e uma companhia agradabilíssima. E Dona Vera foi a outra participação especial. Eu a conheci no ponto de ônibus, e é só onde nos vemos: de lá até o caminho de casa, pois ela também mora aqui em Águas Claras. Ela faz curso de modelagem no SENAI e sai na mesma hora que eu. Enquanto esperamos o ônibus e até chegarmos em casa, fizemos uma amizade bem bacana. Sabendo que eu estava de mudança e pela 1ª vez morando só, ela se ofereceu pra me dar um presente, uma panela de pressão. Segundo ela, tem mania. Tem várias delas. Muitas praticamente novas, usadas uma vez ou outra. Mas aí, em cima da hora, ela decidiu comprar uma novinha em folha pra mim, preta, pra não precisar arear, apenas usar uma bucha. Tem base uma gentileza dessas?
*
Além disso, no dia do chá, ela, que mora em frente ao WallMart, ofereceu também os 2 braços na ajuda nas compras, deu dicas e palpites certeiros, fez almoço pra mim e pra Aline, e ainda arrumou um jeito do filho dela pegar o carro e nos trazer em casa. Na hora de improvisar o ambiente ainda sem mesa em casa, elas foram de um apoio logístico fundamental. Fora que a Aline para me ensinar a fazer o cachorro quente, acabou por fazê-lo sozinha. E eu só tirando fotos. Mas que péssima e exploradora anfitriã eu sou, né mesmo?! kkkkk
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Maria Clara, 6 meses, minha priminha fofíssima, foi a mascote do evento. E no dia seguinte fui conhecer o Enrico, meu sobrinho, de 15 dias. E seus pais, aqueles amáveis malucos, me presentearam com nada menos que um MICROONDAS. E a semana já começou com internet em casa. Mais itens, mais evoluções. E a coisa segue caminhando muito bem. Graças a Deus! E eu cada dia mais felizzzzzzzzzz!!!!!!!!
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Muitos beijos!
*
D.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

(Diário de Uma Independente - Parte III)

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Sempre me soube
Plena de Amor
E somente me desconfiava
Amada...
*
Ah, Tolice!
Sua venda ardilosa
Invejosa e sem-graça
Que nos faz injustos
Que me fez ingrata!
*
Sempre me soube
Tão plena de Amor...
E jamais desconfiei
Que nunca o provi
Apenas provei...
*

Dizem por aí que tenho o dom das palavras. Mas do mesmo jeito que há coisas que o dinheiro não paga, há momentos que as palavras não descrevem. Coincidentemente ou não, os dois se atraem e se misturam. Eu preparava um post especial para falar dos primeiros chás e OpenHouse, e ainda dos primeiros micos caseiros; mas a semana que vivi me fez pairar num silêncio profundo. Um Nirvana. Cada um de vocês que aqui passa sabe a dimensão do bem que me fez/faz e o tamanho do meu agradecimento. Mas quando os olhos vazam e a garganta trava, os dedos acompanham. Que as fotos falem o bastante por hora enquanto eu ganho um tempo para aterrissar.

TE AMO! E também sinto tanto o seu Amor!

Duda


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Alô, Luciano Huck!
Venha conhecer o verdadeiro Lar-Doce-Lar
(Diário de uma Independente - Parte II)

Os Primeiros Desafios

Entrei com pé direito em casa, só pra garantir, né?!
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O primeiro desafio foi colocar o assento no vaso sanitário. Peça simples que veio acompanhada de 4 outras peças igualmente simples. Mas, se não fosse meu irmão Danni chegar minutos depois, eu teria fracassado feio - como, aliás, fracassei. Nunca pensei que fosse necessário um cérebro para realizar tal tarefa. Fato é que os furos só existiam no vaso, e não no assento. E nenhum "desenho" indicando como resolver aquele quebra-cabeça. Danni tirou a tampa fora e encaixou a peça principal no espaço do meio. Simples - para um economista nerd genial, não exatamente pra mim... Danni, aliás, foi o primeiro a conhecer o espaço. Como ele mesmo diz, "este posto ninguém tira dele". Ele foi me levar um presentão: varal de chão. Depois me levou pra recolher a 1a parte dos presentes de um dos chás. Fomos à casa da Candoca Dani (Danni e Dani preenchendo meu primeiro dia oficial de casa nova, isso é cabalístico) para receber o kit limpeza. Aquelas fofas me deram ainda muito mais do que eu havia pedido. Depois, Danni e eu fomos passear pra comemorar, num estilo bem calórico. Que dia doce, como tudo...
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O segundo desafio foi a faxina propriamente dita. Descobri que é uma delícia saber se virar, mas melhor ainda é se virar pro lado e pedir ajuda. Miúda, amiga de fé, fez mais da metade do serviço por mim. Não tenho a experiência dela, e não podia me dar o "desluxo" de ficar com a coluna estuporada, já que tinha muito mais o que fazer por lá.
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O terceiro desafio, porém, eu superei fácil fácil: montar o armário que comprei. Foi mole e muito divertido.
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A tarefa seguinte era montar a cama de madeira, pesada, forte... Haja coluna! Furei meu dedo com a chave de fenda e deixei o estrado cair no meu dedinho do pé; e, adivinhem: não dei conta!!! O jeito foi improvisar e criar uma cama térrea. Cabeceira encostada na parede aparada pelo estrado com o colchão em cima. Tá valendo! E como está!
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Depois era hora de arrumar o resto do banheiro (sem traumas pelo assento sanitário). Cortina azul, banquinho azul, tapete azul (originalmente vendido como jogo americano: mais um improviso by Dudatriz), tuuudo azul. O porta-cortina foi o maior improviso de todos. O tamanho menor era 75cm. Enfiei num espaçozinho do "vasculhante" (por onde se vasculha a vida vizinha), e tudo terminou bem. Sim, o espaço do chuveiro é de apenas 74cm.
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Era hora de esperar pela geladeira, pelo fogão, mesa, rack, e sofá-cama de solteiro. Geladeira chegou. Primeirona. Limpei com o maior gosto do mundo, prazer novo e super bem-vindo. Ela já abriga um achocolatado Alpino, meu próximo café da manhã. O restante chega logo, mas parece já uma eternidade pra mim.
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O próximo capítulo da série "desafios iniciais" será furar a parede pra colocar a cortina, que já está comprada, esperando sua vez. Este, claro, será feito por qualquer pessoa menos eu, pois seria acidente sério na certa. Não posso arriscar tanto, né?
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Pouco a pouco, meu LAR-DOCE-LAR vai crescendo. E vai causar inveja até no Luciano Huck!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

2011: Uma Odisseia no MEU Espaço!!!
(Diário de uma Independente - parte I)


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Depois de quase tão velha quanto Cristo (beirando os 33), colhi numa safra só todos os frutos que plantei. Melhor dizendo, os primeiros. Pela primeira vez, receberei um salário de 4 dígitos - com a certeza que jamais será abaixo disso -, com tempo livre pra estudar e ter vida social; e com isso conquisto, finalmente, minha tão sonhada e suada independência financeira. Aluguei uma kitnet e, também pela primeira vez, vou morar só, pagando todas as contas e ainda dando conta de mobilhar a casa.
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Isso porque sou protegida e amada demais por Deus, que arrumou as coisas direitinho. Me deu a melhor família do mundo e os amigos mais fantásticos da galáxia. Ele descolou um lugar maneiríssimo, perto de tudo que/quem eu preciso (principalmente o trabalho). E já ganhei tanta coisa, e outras tantas ainda estão por vir, que às vezes me pergunto "será que Eu vou caber na minha casa???"... São vários chás-de-casa com vários grupos. E todo mundo curtindo e vibrando tanto ou mais que eu. "Mais" porque sei que comecei a curtir muito essa história toda como reflexo da reação de cada um. Foi como se eles fizessem a minha ficha cair...
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Se eu soubesse que seria tão importante e tão prazeroso assim, não teria esperado tanto tempo para vivenciar isso. Ah, mas também, tudo tem seu tempo certo. Agora é a hora de passar por isso porque já adquiri maturidade o bastante para amar cada detalhe. Sim, porque cada traço rotineiro tem sua magia, e feliz daquele que consegue percebê-la... Não que eu alguma vez duvidei, por um segundo sequer, do Amor dessas pessoas por mim, mas receber uma dose cavalar dessas, depois de tantos tombos, fez total diferença... A vida segue, agora, mais tranquila, mais bacana comigo, e, tenho certeza, só vai caminhar ladeira acima daqui por diante. Como já disse, foram só os primeiros frutos. Ainda estou colhendo, ainda vou colher tantos mais, e ainda tenho muito que seguir plantando.
*
Ano novo, emprego novo, casa nova (com chave colorida, como não poderia deixar de ser)!!! Neste fim de semana, a faxina inicial precedendo a grande mudança. E de agora em diante manterei um diário divertido com minhas experiências, das mais profundas às mais corriqueiras. Meus projetos profissionais, meus bifes acebolados amadores, tudo o mais que essa fase me reserva eu dividirei com cada um de vocês.
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Obrigada pelo supremo apoio e audiência. Abaixo, uma lista (a ser atualizada sempre) dos presentes e seus autores, como forma de demonstrar meus mais profundos e sinceros agradecimentos.
*
Até a próxima aventura,
Até brevíssimo...
D>



CAMA+COLCHÃO - Elisa
TRAVESSEIRO+EDREDON+FORNINHO ELETRICO - Tia Eleine
TUDO PARA FAXINA - As Candocas
GELADEIRA - Deião
LIQUIDIFICADOR - Martita
JOGOS DE CAMA - Gláucia e Tia Rita
FORMA PRA PUDIM+ASSADEIRA - Tets
R$100,00 - Dil Lafetá
POTES PARA MANTIMENTOS, MULTIUSO, ESCORREDOR DE LOUÇA - Rosana
JOGO DE JANTAR - Valéria
JOGO DE TALHERES - Alexandre
TOALHAS - Fábio
CONJUNTO DE COPOS - Junior
COPO MEDIDOR P/ RECEITAS - Danilo
CONJUNTO DE PANELAS - Leudimar (Miúda)
ESTANTE - Ghi
"MIL" CABIDES - Aline/Lucas
VARAL - Danniel/Cris
SALEIRO/PALITEIRO - Munik
BACIAS+COLHER PARA SORVETE - Polliana
TAPETE ANTIDERRAPANTE PARA BOX - Gleicyane
BORRIFADOR - Regina
COLHERES DE PAU - Erivaldo
ABRIDOR DE LATA/GARRAFA - Anderson
PORTA-ESCOVA E PASTA DE DENTES - Paulo Agnelo
LIVRO DE RECEITAS PRÁTICAS E RÁPIDAS - Tia Julinha
CESTINHO DE LIXO PIA/BANHEIRO - Lulu
PORTA XAMPU/CONDICIONADOR - Lídia
HACK - Fabiana (emprestado até 2012)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Será que eu estava com saudade???


*
Saudade de tanto Amor
Amor que responde pela minha Vida
Que só me alimenta, fortalece
E não sabe viajar de ida...
*
Saudade de tanto Amor
Amor que quando voa é rasante
Quando pousa é bailante
E quando falta é lancinante
*
Saudade de tanto Amor
Que me mostra quem sou
E me diz onde vou...
*
Saudade de Amor
Sabor macarrão, bolo, sorvete de iogurte
Amor que quebra-cabeça
Conquista territórios
Joga bola-de-gude
*
Amor cara de cachorrinho-neném
E papagaio que imita neném
Tudo morando numa casinha de bonecas
Feita a mão...
*
Amor que presenteia e é presenteado
Que ri de cada bobagem
Que só mesmo esse tipo de Amor
Pode rir...
*
Saudade de
Amor que sonha Alto
Amor de Fotografia...
*
Saudade de escrever no meu blog, saudade de escrever tantos textos já escritos na cabeça, saudade de fazer 10 poemas numa sentada, saudade de contar piada em boteco, saudade de pai e mãe (ouro de mina), saudade de irmãs trigêmeas, saudade de quando as preocupações acabavam no mesmo dia, saudade do Rio de Janeiro, saudade do Chile, saudade de ver TV, House, Monk, Law&Order SVU, saudade de um beijo, saudade de uma piscadela, saudade de um cinema em companhia de alguém, saudade dos amigos em férias, saudade de ter férias, saudade do teatro, saudade de acreditar em mim, saudade da coragem, saudade da audácia, saudade de correr riscos, saudade, saudade, apenas saudade...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quando os opostos se atraem...

(momento "mãe Dudáh")

É tão bom quando o interesse político coincide com o interesse público. Tudo tem um preço. Uma vitória vai sempre significar a derrota de um outro, que nem sempre está do outro lado, exatamente. Os fins sempre teimam em justificar os meios... É, parecia que eu estava adivinhando. Uma previsão, uma profecia, sei lá... Em 2005, quando morava no Rio, após ver no Fantástico (no antigo quadro de Regina Casé) uma reportagem com crianças do Morro do Vidigal nomeando, uma a uma, as armas de destruição ostentadas pelos traficantes à luz do dia, fiz um poema que tempos depois, acidentalmente, se transformou n'uma música de Carlos Madia premiada por Zé Rodrix no Festival de Sorocaba de Música Brasileira. Hoje, não é só música, mas um hino do momento. Algo que hoje está fazendo ainda mais sentido... Aqueles que já conhecem, vale rever. Os que não conhecem, aí vai uma obra da qual sempre tive orgulho. Que cada carioca possa ouví-la como a voz da esperança que muitos acreditavam jamais ser possível se concretizar.

Abraços, Duda

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CONCURSO CULTURAL
"Um nome para este poema"
Quando escrevo, é assim: ou parto de um título, ou o título vira um parto...
Mandem sugestões! A escolhida ganhará uma surpresa muito especial.
Bjs,
D.

sábado, 2 de outubro de 2010

Deus é PAI, e o emprego, uma MÃE



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Sexta, 1/Outubro comecei a trabalhar no Cine Arcoplex, no shopping Águas Claras. Dias antes, 25/Setembro, comecei o cursinho para o concurso do Min. do Turismo, também no shopping. Detalhe: fica a metros da minha casa. No cursinho já tive 2 matérias. Professores excelentes e material muito bom também. E no cinema, amigos... Melhor que isso, sendo promovida à Estrela mesmo. Vejam só se não tenho razão: o salário, na carteira, é de 570,00 (tá, até aí você pode estar dizendo "má que merda, heim! E ela ainda tá feliz???". Mas vamos aos finalmentes). O "lanche" é de 8,50 por dia - todos os lugares onde trabalhei eram 6,50. Me dão 4,00 de passagem por dia, sendo que eu não preciso, ou seja, um extra, claro. Destes 570,00 - 20% eu recebo A MAIS como chamado "quebra de caixa". Isso porque, trabalhando em bilheteria, é comum que se erre, fique devendo, e a empresa dá o extra pra que a gente não sinta no salário tais descontos. Em outras palavras, eles me pagam por eu dar um rombo neles. Custei a acreditar. Achei que tinha entendido mal, mas é a pura verdade. Por favor, me expliquem onde mais isso acontece?! Porque já trabalhei em comércio antes, e se eu errasse no caixa, pobre de mim, literalmente. Patrão pagar pelos SEUS erros?! Nem em filme (com o perdão da analogia). Minhas folgas serão sabe quando? SEGUNDA! Dia melhor, não há. E um dia se juntará ao domingo... E, acreditem, comecei numa Sexta, e na Segunda seguinte já estava de folga. Nem precisei completar uma semana. E posso, ad eternum, e sem limite, ver quantos filmes quiser totalmente de graça. O Chefe, quem aliás me deu este emprego, é gente finíssima. Um chefe que todos pedem a Deus. O horário é ótimo, não me canso, nem mesmo nos horários de pico; tenho tempo pra estudar e sigo com dim-dim no bolso. Entenderam, enfim, porque tenho 13 razões pra estar felizzzzz?! Se soubesse que seria tão bom assim, já teria chutado o traseiro do IBGE muito antes. Apareçam por lá, pois o cinema é bom e normalmente tranquilo. E será um imenso prazer atendê-los. A felicidade que falta pra completar a boa onda.


Bjs,


D.

PS - em apenas 2 dias, vários clientes do restaurante onde trabalhei no começo do ano me reconheceram, disseram sentir minha falta lá, e perguntaram por que eu não voltava?! É maravilhoso ter um trabalho reconhecido, e agora um ideal.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Raposa do Cerrado

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A Corte da decisão suprema nada decidiu. Ainda. O candidato ao governo do DF, Joaquim Domingos Roriz, bem como muitos outros pelo país na corda-bamba da Lei da Ficha Limpa não terão suas candidaturas impugnadas. O maior risco que correm é não serem diplomados. Bem, isso os demais, pois a Raposa do Cerrado é muito esperta. Achei que nada mais me surpreenderia, mas, confesso: caí do cavalo, pois de besta este aí não tem nada. Raposa, cavalo, besta... Política é mesmo uma coisa animal! Vamos aos fatos: se concorresse e vencesse, Roriz poderia não ser diplomado, e o GDF seria assumido pelo vice-colocado. Aí ele seria definitivamente carta fora do baralho. Mas, porém, contudo, todavia, se passasse o bastão para alguém de sua confiança, teria um papel fundamental no governo de forma intocável. Nada o poderia atingir, legalmente falando. Foi uma tacada de mestre. Ele foi à TV "choramingar", se dizendo "impugnado", assumindo que fora "derrotado", causando em seu curral eleitoral um sentimento de revolta, pena, uma catarse digna de novela das 8. Com o público sensibilizado, e a campanha seguindo em frente na reta final, transferir os votos para sua mulher será mais fácil que roubar chupeta de bebê. Votar nela é o mesmo que votar nele. Uma senhora cuja vida pública não vai além de 14 anos como primeira-dama, obviamente precisará de 100% de assessoria; e ganhará um brigadeiro aquele que adivinhar quem será esse principal assessor. Aliás, isso nem é mais segredo. Hoje, em entrevista coletiva, a nova candidata já afirmou que o marido muito a aconselhará. "Aconselhará"! Novo eufemismo para "só assinarei papéis e mais papéis, pois quem mandará vai ser a raposa". Óbvio! Para ele, saiu melhor que a encomenda. Há quem não se preocupe, pois as pesquisas indicam Agnelo Queiroz, do PT, como vencedor. Sinto muito jogar um balde de granizo na esperança alheia, mas essas pesquisas acontecem exclusivamente em território do DF, enquanto sabemos que o curral da raposa - gigante, numeroso, o que sempre o elegeu - fica mesmo no entorno. Entorno é Goiás. Lá os institutos não chegam. Diante dessa jogada, o cheque-mate é só uma questão de dias. Infelizmente. Pois o eleitor, verdadeiro criador da Lei tão discutida, poderia colocá-la em vigor de imediato, independente do que polemizam e divergem os magistrados. Mas uma parte não tem educação para discernir. E a outra, que tem, prefere se beneficiar... Que Deus nos ajude nestes próximos 4 anos de invasão de terras públicas, desvios de verba, obras superfaturadas e inacabadas, ocupação desordenada e destruição de áreas de proteção ambiental, dinheiro na meia, na cueca e no... Bem, melhor parar por aqui! Dona Raposa não merece mais uma linha sequer do meu tempo. Pois já me basta saber por quanto tempo a terei me rodeando sem que nada possa fazer para espantá-la.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Onde haja só seu corpo nu junto ao meu corpo nu...

Conversando com uma amiga classe "vip" sobre a playboy de Cléo Pires, perguntei a ela se posaria nua também. Apesar de serem ambas librianas, e famosas, são personalidades bem diferentes. Antes de saber a resposta, dei a ela minha opinião. E a recíproca foi verdadeira. Resposta negativa-direta e sob os mesmos argumentos. Pensamos igual também neste quesito.
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Nudez é um tabu 100% pessoal. Para uns é natural e não deveria despertar estranheza ou causar choque moral. Para outros, natural é andar vestido, pois, mal saídos do útero já lhes cobrem as partes com roupas. Para mim, a nudez é o mistério mais instigante, e deve ser mesmo íntima, privilégio diário seu e de poucos eleitos por você. Por isso o chamado nu artistico, sim, é até mais sensual, e mesmo uma roupa mais colada ou provocante. Mas sabemos, eu e minha amiga, que 99,9% dos homens (já que generalizar é sempre um perigo) não coadunam desta opinião...
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No mundo de hoje, famosos e anônimos vivem cada dia mais expostos. E com isso as pessoas vão revelando seus mistérios cada vez mais rápido até que perdem a graça. E sendo a nudez o grande mistério, uma vez revelada e curiosidade satisfeita, perde-se muito do interesse. Alguns caem no "lugar comum" e até no ostracismo, pois trazem a idéia de que não se têm mais nada a oferecer, ainda que de fato tenham.
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Acho que algumas pessoas não precisam dessa exposição, mas jamais condenei quem topa fazer. Aliás, parece que algumas têm até a cara do editorial. Mais cedo ou mais tarde as veremos por lá. Como é o caso da Cléo Pires, que revela sem pudor seu lado exibicionista em suas entrevistas, e fez questão de deixar isso evidente em seu ensaio. Mas há pessoas que nem imagino permeando capa e páginas principais, mas, reitero que não as condenaria.
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Um dia eu gostaria de fazer um ensaio sensual, um nu artístico (de preferência quero estar grávida), para presentear uma pessoa especial. Vai ser um segredinho de poucos. Algo de um mistério tão bom que mereça ser colocado em um baú, enterrado sob algum monte de areia com direito a mapa-do-tesouro e muitas boas risadas acompanhada de taças de vinho, imaginando o que nossos netos acharam quando enfim o encontrarem.
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A intimidade amplifica tudo! Assim, penso, tudo tem muito mais graça.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

"JUST-A-BIBA"


No fim de semana passado estive em um shopping aqui em Brasília, chamado Pier 21. E entendi exatamente porque o apelidaram de Pier-SUB21. Só galera cheirando a leite, e que tenta disfarçar este odor com excesso de gel-hortelã para cabelos (chega dá tonteira ao passar ao lado). E eis que vejo um (melhor dizendo, um milhão) ser vestido, penteado e se comportando exatamente como o novo fenômeno da música pop-adolescente. E uma moça do meu lado fala ao namorado "Olha só um Just-A-Biba ali"... Não resisti e caí na risada. Sabe, nada contra os homossexuais, somente contra aqueles que pensam que ser assim é questão de marketing pessoal, que está na moda. Há pessoas que nasceram pra viver sob os holofotes. Mudam completamente de uma semana para outra só para seguir um modismo. É a velha máxima do "falem mal, mas falem de mim!".
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Essa pobre criatura canadense, chamada Justin Bieber, aos 12 anos foi arremessado pela própria mãe num concurso de talentos de seu país, ficando em segundo lugar. Aí, foi para no Youtube, aí foi visto por um produtor americano, aí foi usado como um produto, e aí virou um produto que se proliferou mundialmente... O menino até que tem talento, pois aprendeu sozinho a tocar violão, bateria, guitarra e mesmo trompete; mas está totalmente subaproveitado, não tendo qualquer autonomia para decidir como e o que quer fazer da própria vida. E só pra arrebatar a tragédia, sua mãe agora briga com o pai, que quer parte de sua fortuna, e tudo escancarado nos jornais.
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O que me indigna mais é que as pessoas acham que a transição da infância para a idade adulta é um vão raso, e que precisa ser preenchido com qualquer coisa. Raso coisa nenhuma. E muito menos deve ser preenchido com qualquer coisa. Adolescência não é um período de black-out cerebral. Muito pelo contrário. Tudo está muito aflorado, principalmente a capacidade de absorção. E isso porque vai-se entrar na fase mais dura da vida, e precisa-se de bagagem pra isso. "Malhação" pensa que jovens só querem - e são capazes de - saber sobre sexo, drogas, rock-n-roll, vestibular e tudo ao som de musiquinhas mela-cueca tocando em matinês, pois é só disso que consiste a vida... Meu Deus, não!
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Já tive 15 anos, e mesmo não tendo título de eleitor, discutia em casa e na escola o futuro do meu país. Já tive 16 anos, e meu diário era recheado com pensamentos de Vinicius, Toquinho, Chico Buarque, que muito me ajudaram a formar o meu. Já tive 17 anos, e comecei a trabalhar e levar a vida muito a sério. Já tive 18 anos, e aprendi a dirigir com a maior responsabilidade do mundo, dando ainda mais valor à vida. Já tive 19 anos, e minha saúde passou a ser ainda mais cuidada, e então o trabalho melhorou, a vida sexual, a responsabilidade no trânsito, os diários viraram livros, as amizades se multiplicaram, e eu cheguei ao outro lado do abismo carregando tudo o que eu precisava pra começar a jornada.
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Os jovens de hoje precisam e merecem que o ofereçam muito mais que Justin - inclusive o próprio merece mais de si mesmo e dos outros. Os jovens merecem aprender que relações humanas vão além de sexo com camisinha e baladas. Os jovens merecem que entendamos o real valor e sentido dessa fase de transição. Os jovens merecem que lhes dêem condições de cumprir o difícil fardo de ser "o futuro da nação".

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma declaração de Amor
(em sua maiúscula absolutizante)
Tá, eu sei, não sou perfeita
Mas eles são...
E são tudo o que preciso
Para ser cada vez melhor
Cada vez menos errada
Menos errante...
Tá eu sei, não sou um alguém tão fácil
Nem tão simples
Mas eles me permitem amá-los assim
Na forma que eu quiser
Na intensidade que puder...
Tá, eu sei, nem sempre sou a melhor opção
Mas quem disse que preciso ser
Já que são meus melhores amigos,
Irmãos!,
Quem melhor conhecem
O tamanho do meu Amor
O poder do meu Amor...
Tá, eu sei, já vivi e pratiquei tantos absurdos
Mas eles me permitem gostar deles
E partilhar com eles todas as minhas fraquezas
Mas principalmente as grandes conquistas...
É! Definitivamente, não sou perfeita
Mas pra que precisaria ser?
Perfeitos têm de ser não nós
Mas os momentos que vivemos
Ao lado de tantos "desimperfeitos"
Que a gente tanto ama assim
Tão perfeitamente
Do jeitinho que são...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Disk-Amém / Disk-Aleluia

_ Alô???
_ Central de Atendimentos Celestiais, como posso ajudar?
_ Ai, graças a Você, Você atendeu! Já estava agoniada...
_ Não se agonie, filha! Aqui a gente não tarda, muito menos falha, mesmo com milhões de pedidos por segundo.
_ Eu sei... Duro é ter paciência, né?!
_ Ah, sim! Este, acho Eu, é o que mais pedem aqui.
_ Sério? Achei que fosse força.
_ Na verdade, é sim. Mas se eu der força a certas pessoas, elas iriam convertê-la em "bofetadas". Daí mando o genérico, que faz o mesmo efeito, e me traz menos problemas.
_ kkkkk! Essa piada foi divina.
_ Minha especialidade... Mas então, de que combo vamos hoje?
_ O básico. Combo número 1: saúde & paz, acompanhado do combo extra $$$ no bolso.
_ Xiiiii...
_ O que foi??? Esta esgotado???
_ Não, imagine! Esse nunca zera o estoque.
_ Então o que tá pegando?
_ Não sei! Estranho... Por que alguém que já o recebeu uma vez precisa de mais?
_ Eu já recebi??? Acho que Seu identificador de chamadas e entregas não está funcionando bem.
_ Mas meu Filho foi entregar pessoalmente. Morreu de tanto bater na porta...
_ Bateu na porta? Ah, então é claro que eu não ouvi, né?! Por que meu irmãozinho não usou a campainha?
_ E por que a filhotinha do Papai não usou um cotonete?
_ Porque o ovo não veio antes da galinha. Quando "Saúde" chegar, não precisarei nem de cotonetes...
_ É... Melhor Eu ouvir isso, e tudo o mais que ouço nessa eternidade, do que ser surdo...
_ O que o Sr. falou??? A ligação está looonge...
_ Bem, hum... Estou agendando uma segunda tentativa de entrega.
_ Quando, exatamente? Preciso saber pra estar em casa, preparada pra receber. Enfim, quero reunir os amigos pra dividir com eles o combo, entende?
_ Entendo. Entendo tão bem que não cobro nem mesmo essas "porções extras". E ainda vou mandar um kit anti-ansiedade junto, tudo brinde da Casa.
_ Oba! Por isso eu só peço aí. Mas, também, esses tipos de produtos só aí mesmo, né? Porque quase morro de pesquisar, e não vejo nada igual em canto nenhum.
_ Ah, sim. Mandei a concorrência toda pro quinto dos infernos.
_ kkkkk. Hoje Você está terrível, heim?! ... Mas pare de me enrolar, vai! Quanto tempo pra entrega?
_ Meu Filho acaba de me explicar aqui que você não o escutou bater porque dormia no berço.
_ No berço??? Como assim??? Eu venho pedindo esse combo não faz tanto tempo assim.
_ Quem pediu pra você foi a sua mãe, antes de você nascer; e no dia que nasceu, meu filho deixou à porta.
_ Então quer dizer que há muito tempo eu já recebi meu combo???
_ Sim, é o que diz o registro.
_ Mas então ele tem prazo de validade? Ele expira a cada 15 anos, algo assim?
_ Não mesmo! Duração eterna.
_ Eterna? Mas eu tenho uma gripe atrás da outra, meio mundo vive pegando no meu pé, não me deixa em paz; e não tenho 1 centavo no bolso.
_ Aqui consta que, sem o combo, suas gripes se tornariam pneumonias sérias, potencialmente fatais; as pessoas que parecem te aborrecer são simplesmente as pessoas que mais te amam, por isso se preocupam tanto com você; e mesmo sem 1 centavo no bolso, nunca lhe faltou comida na mesa, roupas, remédios...
_ Bem, então devo concluir que preciso de um reforço dele, né? Como os reforços de vacina que sempre tomei. Manda ver mais um kit para os próximos anos, por favor. Com urgência.
_ Só um curiosidade: por que quer tanto $$$ no bolso?
_ Para meus pais terem a melhor vida do mundo; para os pobres terem cobertores e alimento quente; para as crianças abandonadas terem estudo e esperança de que o mundo não é só maldade e dor; para meus amigos ganharem os melhores presentes... E veja pelo lado prático: cada uma dessas tarefas cumpridas sera a Sua melhor propaganda. Imagina quantos combos e kit mais o Sr. vai entregar por aí... É muita bênção, não acha?
_ Acho uma idéia ótima, aliás, uma idéia que tive há milênios e que até hoje dá certo.
_ Como assim???
_ Ah, filha, quando você vinha com o pedido, Eu já estava voltando com o milagre... Isso se chama "Corrente do Bem". Faça algo de bom a alguém e peça-lhe em troca que faça o bem a outro alguém, e que peça o mesmo a ele. E assim vai.
_ Espertinho, heim!? Assim Você economiza serviço, né?!
_ Para sobrar tempo de pensar nos "brindes", né?!
_ Hummm, muito bem pensado e planejado. Como sempre.
_ Acha mesmo que penso em tudo e planejo muito bem?
_ Claro que sim!
_ Então acreditaria em Mim se te prometesse tudo o que me pediu e muito mais surpresas?
_ Claro que sim!
_ Então vai aguardar e confiar?
_ Claro que sim! Sempre! ... Câmbio e desligo?
_ Desligar, nunca! Esteja sempre na linha. Só não precisa pedir mais nada, que antes de pensar em pedir, Eu já adivinhei, já mandei...
_ E eu já agradeci!!!
_ Obrigada, Filha.
_ Não, eu quem agradeço. Obrigada por finalmente me fazer entender que só o que tenho de fazer é agradecer por tudo que já tenho, e pelo que ainda terei...
_ Te transfiro então em definitivo do Disk-Milagre para o Disk-Aleluia?
_ Só se for agora. Que assim seja.
_ Então, AMÉM!