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Maria Eduarda Novaes
Brasília / João Pessoa
DF / PB, BR
Amante da vida, das artes e das palavras.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Aniversário por acidente
(Diário de uma independente, parte XIX - o que faz valer a pena)

Entramos no meu mês, iupiii!!! E eu já, de cara, ganhei uma festa de aniversário maravilhosa... Bem, a história não é exatamente assim: eu não "ganhei", na verdade, "roubei" da Poliana, professora de Geografia. Os elementos de titia prepararam uma festa linda pra ela, mas a Polly não foi trabalhar hoje. As carinhas de frustração deles me deram muita pena. Imaginem só, tudo, mas tudo mesmo, prontinho, e lindo, só esperando. Foi aí que eu apelei pra Lei de Lavoisier: nada se cria, se perde, tudo se transforma. Dei a ideia de transformar aquela festa na antecipação do meu aniversário. Nosso horário seria o último, a matéria já está quase no fim, com tempo até a prova; um calor do cão, então, por quê não aproveitar? Combinamos que eu faria cara de surpresa. Mas, olha, apesar de eu já saber, não esperava ver tudo tão lindo. Balões, um brigadeiro com café delicioso, muito suco (que eu amo!), salgadinhos supersaborosos, risos e tudo o mais. Um relax dos mais bem-vindos. E deixamos tudo praticamente arrumadinho, pra não dar trabalho extra pro pessoal da limpeza.

"Enquanto isso, na sala de justiça"... Um pouco antes da festa, um intervalo mais divertido que o normal na sala dos professores. Rimos muito, contamos piadas. Já fiz mais que colegas, aqui. Fiz amigos. Pessoas que têm tanto em comum comigo. Estou me sentindo muito acolhida, e isso é tão reconfortante... Geralmente, nós aproveitamos o tempo do intervalo para falar de trabalho, ou seja, dos alunos que dão muito trabalho. Mas hoje, graças aos meus elementos queridos da 8a, eu virei o disco, e só falei da alegria de ensinar, de educar, de transformar gente boa em gente ainda melhor. A gente rala muito, ganha pouco, tem vários aborrecimentos, mas os momentos bons como esse compensam tudo. São coisas assim, que parecem pequenas, mas que de pequeno não têm nada, que faz valer a pena. Pena mesmo é saber que eles só serão os "amorecos de titia" até Novembro/Dezembro. Ano que vem, já estarão no ensino médio, e só nos restarão os "oi, fêssora! - oi, elemento!" pelos corredores. Sou mole pra essas coisas. Sei que vou sentir muita falta, vou chorar baldes. Tudo que quero é que eles levem um pedaço meu pra onde forem, que lembrem-se dos ensinamentos, das piadas, das caretas, enfim, de qualquer detalhe. Pois eu, aonde eu for, vou levá-los comigo, todos, e por inteiro...

"Reencontros" - No último dia 27, rejuvenesci 200 anos após reencontrar dois grandes caras, amigos de fé - irmãos camaradas, e justo no teatro. Sério, já que é pra ser especial, que seja mesmo, né? Peça do meu primo, Carlos Eduardo Novaes: uma comédia das melhores, pra soltar o riso e os bichos; e magistralmente interpretada por meus amigos, Marcos Wainberg e Roberto Frota (o "nino", kkk). Acreditam que os caras me enfiaram no meio da peça? Deram o meu nome a uma das personagens. Eu ria sozinha. Durou pouco, mas foi tão intenso que preencheu o vazio. E daqui uns dias, na cidade maravilhosa, a probabilidade de nos vermos novamente volta a me animar. Tomara.

É isso, fico por aqui à espera de mais momentos lindos pra contar.

Bjs,
:D>


postado por dudatriz às 18:16